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Jornal Tribuna do Vale - 21/06/2018

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TERRA LIVRE

Bandeirantes tem Sistema Agroflorestal

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27 NOV 2017Por Assessoria18h50
Os próximos módulos terão como principais culturas o palmito pupunha e o maracujáFoto: Assessoria

O município de Bandeirantes já conta com um Sistema Agroflorestal (SAF). Em outubro foi feito o primeiro plantio na Universidade Estadual do Norte do Paraná, na Estação Experimental Agroecológica "Terra Livre", do Campus Luiz Meneghel, em Bandeirantes. A iniciativa é do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Território, em parceria com o Instituto Emater. O objetivo é que o plantio sirva como vitrine tecnológica para estudantes, produtores rurais e técnicos de extensão rural.

Nesta primeira etapa o plantio foi feito com base na cultura do Café, consorciado com mandioca, hortaliças, frutas, milho-verde, eucalipto e plantas nativas.  "O SAF faz parte de um projeto que temos em parceria com a Emater para apresentar uma nova alternativa de manejo agroecológico para o agricultor familiar do Norte Pioneiro do Paraná que agrega renda e preservação do meio ambiente", explicou o professor Rogério Macedo, coordenador do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Território (NEAT).

Todo o planejamento do sistema foi assistido por Felipe Spagnuolo, do Instituto Emater de Cornélio Procópio. Para ele o plantio vai ser referência não só na região, mas em todo o estado. "Como esse tipo de manejo é inovador para o contexto agrícola em que estamos inseridos, estamos montando na universidade uma vitrine para os estudantes, para o produtor rural e até mesmo para os técnicos onde poderão ser realizados cursos de capacitação, e funcionará como instrumento para a realização de cursos, oficinas e dias de campo", observou Spagnuolo.

Para o produtor de mudas de hortaliças orgânicas em Londrina, Elvis Camargo, que vem acompanhando o desenvolvimento de SAF's em outras propriedades, são inúmeras as vantagens que do sistema, já que se tem uma autonomia em relação aos insumos. “Não sendo necessária a utilização de adubos químicos, não há  tanta necessidade de mão de obra com a capina. Em relação à saúde do agricultor e da sua família, é possível evitar o contato com agrotóxicos. Por fim, o consumidor recebe um produto com melhor sabor, mais qualidade, maior durabilidade e sem a contaminação por venenos agrícolas”, ressaltou Camargo.  Já o agrônomo Felipe Machado que tem um SAF em sua propriedade observou que o sistema tem vantagens econômicas. "O SAF tem momentos de produtividade a curto, médio e a longo prazo. Assim o produtor consegue retirar seu sustento em todos os períodos", lembrou.

Os próximos módulos do SAF do Núcleo de Estudos de Agroecologia e Território terão como principais culturas o palmito pupunha e o maracujá. Todo o sistema está adequado para a certificação do Tecpar pelo Programa Paranaense de Certificação de Produtos Orgânicos (PPCPO).

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