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Projeto Agrotecnológico fica em 1º lugar em evento internacional

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20 OUT 2017Por Assessoria de Comunicação Social18h02
Projeto envolveu os professores-doutores Luís Sachs e Juliana Sachs, ex-professores e acdêmicosFoto: Uenp

O projeto “Deslintamento de sementes de algodão por via seca”, realizado pelos professores-doutores Luís Guilherme Sachs e Juliana Priscila Diniz Sachs, do curso de Agronomia da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Campus Luiz Meneghel, juntamente com o ex-professor Antônio Paulo Portugal e a acadêmica Isabelle Portugal, ficou em primeiro lugar na categoria de agrotecnologia da 9° Edição da Feira Internacional de Inovação, Empreendedorismo e Desenvolvimento Territorial (International Business). O evento, que premiou ainda outros trabalhos da UENP, foi realizado na cidade de Toledo, de 20 a 22 de setembro.

O trabalho dos professores, submetido ao evento, trata-se de uma pesquisa sobre o cultivo do algodão no sistema moderno de produção, que requer que a semente do grão seja totalmente deslintada, padronizada e tratada. Distanciando-se das técnicas convencionais até então utilizadas na produção do algodão, os docentes propõem, por meio do projeto, um processo inédito ao utilizar reagentes em pó que aferem o preciso controle de temperatura e ação dos reagentes, com intuito de oferecer mínima agressão possível à semente.

Nova proposta utiliza materiais de menor custo

“O deslintamento do algodão por via seca é um processo limpo, uma vez que propicia um trabalho mais rápido e eficiente resultando em alta produção e continuidade”, destaca Luís Sachs, coordenador do projeto. Ele acrescenta ainda que a concepção de unidades modulares para o trabalho em diversas fases permite a simplificação da operação em bateladas, porém com produção em fluxo contínuo, resultando em menor custo operacional. Ainda segundo o professor, diferentemente dos procedimentos tradicionais, “a nova proposta de deslintamento utiliza materiais construtivos de menor custo, com manutenção reduzida, além de diminuir, consideravelmente, os riscos ao ser humano e ao meio ambiente, não produzindo efluentes líquidos ou gasosos”.

Juliana Sachs explica que o pó por evaporação se transforma em material finamente dividido que terá contato íntimo com o linter, que é um resíduo do algodão que fica aderido à semente após a retirada da fibra branca. “A reação se dará praticamente de imediato com a energia gerada pelo próprio reagente, evitando aquecimento desnecessário da semente”, complementa a professora. “O pó evaporado, ao perder temperatura, condensa-se imediatamente, reduzindo seu volume e, depositando-se ao invés de se espalhar como gás, evita a agressão aos materiais, ao meio ambiente e ao ser humano. Na forma de pó, o efluente ocupa volume reduzido e pode ser facilmente confinado, evitando a poluição. Eis a inovação que propomos nesse projeto de pesquisa”, ressaltou.

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