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Jornal Tribuna do Vale - 12/04/2018

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SEM VENENO

A natureza tratando a natureza

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02 JAN 2018Por Da Redação21h10
A Forrest já desenvolve em Jacarezinho testes de campoFoto: Antônio de Picolli / Tribuna do Vale

De um lado estão os grandes conglomerados industriais, que entopem o mundo de produtos químicos, infelizmente fundamentais à produção agropecuária, mas a um custo altíssimo à saúde humana e meio ambiente. Essas mesmas empresas controlam patentes de sementes e outros vegetais, além de animais geneticamente modificados, cuja ação no organismo humano e natureza, está longe de ser quantificada.
Enquanto isso, na outra ponta desse mercado bilionário, empresas e universidades, trabalham silenciosamente para encontrar na própria natureza a resposta para a cura de doenças dos rebanhos e controle de pragas nocivas à natureza e ao ser humano. É um mercado gigantesco que nos próximos anos vai dominar o agronegócio em todos os cantos do planeta. Quem chegar primeiro come a melhor fatia do bolo.
É neste contesto que age uma empresa quase desconhecida, criada pelo biólogo israelense Nitzan Paldi, pesquisador com quase 20 anos de experiência no setor de biotecnologia. Nos últimos anos Nitzan  atuou como co-fundador e diretor de tecnologia da empresa "Beeologics". Em agosto de 2013 ele fundou a empresa "Forrest Innovations", cuja palavra inicial lembra o personagem principal do filme Forrest Gump, que marca sua participação no longa-metragem correndo através dos Estados Unidos.
Controle sem veneno
A Forrest Innovations atua em várias partes do mundo, como revela seu diretor principal Nitzan Paldi. No Brasil, desenvolve pesquisas em vários estados, sendo que no Paraná, desenvolve pesquisas em parceria com o Governo do Estado, através do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Objetivo: desenvolver tecnologia biológica que permita o controle natural do mosquito da dengue, abolindo o sistema atual de controle através de inseticidas piretroides.
Mas as pesquisas da Forrest não se limitam ao controle do mosquito da dengue como é mais conhecido o Aedes aegypti. Em outros centros de pesquisa a empresa busca a solução para o controle de várias pragas e doenças. É uma corrida para ver quem chega na frente e registra patentes de novos métodos de controle.
Jacarezinho
Uma das cidades em que a empresa atua no Paraná é Jacarezinho, onde instalou no parque tecnológico do Tecpar uma unidade de pesquisa e produção do mosquito da dengue, cuja esterilização do macho provoca nas fêmeas sua incapacidade de reprodução.
Esses mosquitos machos criados em laboratório, ao serem soltos na natureza para cruzar com as fêmeas da espécie que levariam ovos que jamais se desenvolveriam, reduzindo assim o número de insetos numa determinada área sem matar animais ou usar químicos.
No site da companhia a técnica é definida como “uma plataforma biológica de última geração para o desenvolvimento de uma ampla gama de aplicações agrícolas nas áreas de proteção de plantas, controle de pragas e de aprimoramento de características biológicas”. “Estamos aprendendo com a natureza, aproveitando um mecanismo que ocorre naturalmente. É por isso que chamamos nossa plataforma de Natureza Trata a Natureza (NTN)”, assinala Nitzan Paldi.
Teste de campo
A Forrest já desenvolve em Jacarezinho testes de campo. A empresa instalou várias unidades experimentais com a instalação de gaiolas em que os insetos machos são submetidos às condições do ambiente local. Decorrido um período de adaptação, os insetos são soltos na natureza e sua atuação é monitorada cientificamente para comprovação da eficiência da nova tecnologia. Todo o processo é acompanhado pelo Tecpar e fiscalizado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a quem caberá a certificação e licença ambiental.
Visão geral da empresa
A Forrest Innovations é uma empresa multinacional de biotecnologia avançada, que utiliza suas plataformas tecnológicas para combater dois grandes desafios enfrentados pela humanidade. O primeiro envolve o controle de mosquitos transmissores de doenças. Estes insetos são capazes de debilitar milhões de pessoas em todo o mundo e matam, indiretamente, mais crianças do que qualquer outra causa conhecida!
O segundo grande desafio está voltado para a área da agricultura, mais especificamente, para uma moléstia conhecida no Brasil como Doença do Dragão Amarelo, ou "Citrus Greening". Essa é uma doença bacteriana devastadora que está causando estragos significativos nas principais regiões produtoras de citrus do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, esta doença está visivelmente arruinando a indústria de suco de laranja da Flórida.
A Forrest conta com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada, dedicada e experiente, a qual criou uma plataforma inovadora para gerenciar todos os aspectos da criação de novos produtos, desde a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) até ao produto final aprovado pelos órgãos reguladores.

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