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Jornal Tribuna do Vale - 17/05/2018

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Acaba plantão de três farmácias no período noturno

O retrocesso aconteceu após as queixas dos proprietários de farmácias, que alegam não terem obtido o retorno financeiro que esperavam

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25 JAN 2018Por Gladys Santoro19h53
Plantão semanal será de apenas uma farmáciaFoto: Antônio de Picolli

No dia 3 de fevereiro encerra-se o sistema de plantão de três farmácias no período noturno em Santo Antônio da Platina. Dessa data em diante, os moradores voltam a contar com apenas um estabelecimento aberto até às 22 horas diariamente.

O retrocesso aconteceu após as queixas dos proprietários de farmácias, que alegam não terem obtido o retorno financeiro que esperavam, por conta dos encargos trabalhistas, já que os funcionários que trabalham durante a semana são os mesmos que praticam o plantão e recebem horas extras, além da contratação de vigilantes para fazer a segurança do estabelecimento e dos frequentadores. O compromisso de abertura direta também causou descontentamento tanto dos funcionários quanto dos patrões sobre a restrição infringida na vida social dos familiares.

Segundo informações, ocorreu uma assembleia entre proprietários e o Sindicato do Comércio Varejista e das 17 farmácias existentes, apenas uma foi contra o fim do plantão triplo.

O presidente do Sindicato Varejista, José Alex Figueira comentou o assunto. “O sistema de funcionamento de plantão de três farmácias durou três meses, mas acabou não dando o resultado esperado. Financeiramente, os gastos acabaram sendo maiores do que o calculado inicialmente. Resumindo, infelizmente não deu certo. O funcionamento envolve questões trabalhistas sérias, porque se contar as horas trabalhadas, ultrapassa as 40 horas previstas por lei. Para resolver isso, os proprietários precisariam contratar uma equipe só para os plantões, mas isso também é complicado. Além do aumento com a folha de pagamento, há uma questão profissional que tem que ser levada em consideração. Geralmente, quem já trabalha no estabelecimento conhece toda a sua logística. Outra equipe ainda teria que ser treinada”, comentou.

Figueira ainda salienta o cansaço e a privação do lazer. “Quando o patrão passou a reforçar a equipe em tempo integral, sentiu o quanto esse horário estendido é cansativo, chegando a atrapalhar a vida familiar”, disse.

Com a experiência de três meses, segundo Alex, deu para perceber que alguns estabelecimentos já não estavam cumprindo suas datas de plantão. “Nesse caso ficou ainda pior, porque o morador não encontrava a farmácia aberta. Virou uma bagunça. Eu, como presidente do Sindicato, precisava tomar uma providência. Ouvi as queixas e mesmo sabendo que o retrocesso não iria agradar a população, atendi a maioria dos proprietários. Não adianta forçar quando a questão envolve dinheiro. Não queremos farmácias fechando”, comentou.

Para Alex Figueira, hoje as farmácias também não atendem mais casos de emergência por força de lei, o que tirou delas, uma de suas grandes vantagens do trabalho noturno. “Hoje praticamente não podemos nem dar injeções. Não atendemos urgência e emergência, então ficamos abertos para vender medicamentos livres de receitas, mamadeiras, chupetas e até mesmo leite em pó”, argumentou.

“Peço desculpas a população pela decisão que volta atrás de uma medida que a população havia aprovado, mas hoje esse sistema é impraticável”, lamentou.

 

 

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