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Jornal Tribuna do Vale - 18/10/2017

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Acesso precário e obras inacabadas obrigam UENP a suspender aulas

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11 OUT 2017Por Da Redação22h10

As condições precárias da via de acesso ao novo campus da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), em Jacarezinho, onde está instalada a primeira clinica do curso de Odontologia e o atraso nas obras de instalação de duas das três unidades semelhantes, levou a direção da instituição a suspender as aulas do 3º ano, que só deve retornar às atividades somente no início de 2018. De acordo com o pró-reitor de Planejamento e Avaliação Institucional Bruno Ambrozio Galindo a previsão é de que as aulas para a turma do 3º ano retornem apenas no início de fevereiro. As demais turmas seguem normalmente e depois das férias e retornam em março.

O problema do acesso ao edifício onde funciona o curso de odontologia é que a via ainda não é pavimentada, tendo recebido apenas uma camada de cascalho. Nos períodos chuvosos, transitar pela área é uma verdadeira aventura em razão do lamaçal. Nos períodos de estiagem, a tortura fica por conta da densa poeira, tornando insuportável a permanência no local.

(Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

Para complicar ainda a situação, os alunos do terceiro ano contam com apenas uma clínica odontológica pronta.

O deputado estadual Pedro Lupion já reiterou solicitação de pavimentação do acesso ao campus ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER).

Segundo Galindo, outras duas unidades do complexo de Odontologia ainda estão em construção, o ar condicionado, por exemplo, da clínica pronta, ainda não pode ser ligado porque falta a instalação elétrica adequada. “Com o problema do acesso e sem poder ligar o ar condicionado, ficou difícil. Optamos em suspender até que tudo seja resolvido. Acredito que até dezembro já estaremos com tudo em pleno funcionamento. Os alunos serão encaixados em um calendário diferenciado e vão se formar no quinto ano normalmente, ninguém será prejudicado”, garantiu o pró-reitor.

DER

Nesta semana, Galindo se reuniu com representantes do Departamento de Estradas de Rodagens (DER) e prefeitura de Jacarezinho que se prontificaram em fazer análise do local para pavimentação dos trechos de acesso ao campus. Por meio do DER será feito um estudo para asfaltar a via de acesso à BR-153. Já a prefeitura de Jacarezinho, se prontificou em, nos próximos dias, pavimentar outra via de acesso ao trevo do complexo. “É uma obra grande, não é fácil neste momento de crise econômica do país, abrir um curso desse porte e que demanda de equipamentos caros e estrutura. Precisamos de parcerias, convênios e aos poucos estamos conseguindo. Não é uma tarefa fácil”, explicou o Pró-Reitor.

Pró-reitor Bruno Galindo mostra onde precisa de pavimentação para o acesso à BR-153 (Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

 A Sanepar já executou todo o trabalho de esgoto e a CPFL Santa Cruz o serviço da parte elétrica. “Temos 75% dos equipamentos comprados, onde já foram investidos mais de R$1,5 milhão. O prédio tem quase 4 mil metros quadrados. Com a criação desse campus conseguimos gerar um crescimento mobiliário na região, pois aumentou o número de loteamentos e consequentemente isso movimenta a economia local”.

Obras

A construção da Clínica de Odontologia é o primeiro passo para a implantação do novo campus em Jacarezinho. O complexo é composto por um bloco de clínicas (três), sendo uma praticamente pronta e duas em construção; um anfiteatro com capacidade para mais de 200 pessoas incluindo um centro cirúrgico no palco fechado com blindex para aulas e cursos; bloco didático (biblioteca e salas de aula); área de convivência.

Falta de infraestrutura no acesso ao novo Campus suspendeu as aulas até fevereiro (Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

O espaço inclui sala de triagem, salas administrativas, laboratórios (pré-clínico, prótese, imagem), 22 consultórios e duas salas de raios-X em cada clínica, totalizando 66 consultórios e 10 salas de raios-X. “Temos uma estrutura muito grande para atender a região. Estamos buscando convênios com a Secretaria Estadual de Saúde, Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi), Universidade de São Paulo (USP) e já temos um em trâmite com o Governo Federal. Para atendimento em 2018 já temos todo o material comprado”, garantiu Galindo.

Está previsto, também, com recursos da SESA, a construção de uma nova clínica de Fisioterapia de 1.700m² para Universidade, de acordo com o pró-reitor.

Complexo vai ter 66 consultórios e 10 salas de raio-X (Antônio de Picolli / Tribuna do Vale)

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