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Jornal Tribuna do Vale - 17/05/2018

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Assembleia exige apuração de tratamento desumano no BB

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12 FEV 2018Por Da Redação12h05
Quarto de Amanda é semelhante a uma UTIFoto: Divulgação

O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou em sessão do último dia 6, requerimento do deputado Cobra Repórter (PSD), solicitando que a Casa encaminhe ao presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, expediente exigindo rigorosa apuração de denúncia envolvendo um funcionário e gerente da agência da instituição financeira, em Santo Antônio da Platina, acusados de tratamento desumano contra uma deficiente e sua família, obrigando-os a comparecerem à unidade para a realizar “prova de vida”, colocando em risco a vida da jovem de 24 anos, vítima de graves sequelas de uma meningite que a acometeu ainda nos primeiros meses de vida.
Embora com 24 anos, Amanda, filha do casal Sandra e Paulo Alves da Silva aparenta ser uma adolescente. Ela vive desde o primeiro ano de vida presa à uma cama e, quando sai, fixada a uma cadeira de rodas, sempre acompanhada de um cilindro de oxigênio que lhe garante a vida. O quarto da jovem é quase idêntico a uma UTI hospitalar, onde passa seus dias. Ela não anda e igualmente não fala e enxerga, porém revela na face um sorriso de quem ama a vida.  
Como segurada do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), Amanda tem que periodicamente renovar dados cadastrais para que seus pais possam receber os valores referentes à prestação continuada de assistência social. O delicado estado de saúde da jovem recomenda que a “prova de vida”, como chama o recadastramento, seja realizado na própria residência da beneficiária.
No início de Janeiro o pai da beneficiária ao perceber o cancelamento da senha do cartão do INSS, procurou o funcionário Edilson Auersvald, da agência de Santo Antônio da Platina e este teria indicado que só realizaria a liberação da senha mediante a apresentação da beneficiária na própria unidade bancária. Nenhum argumento convenceu o funcionário do estado de gravidade da paciente, que acabou sendo levada à agência, amparada no colo do pai, com a mãe carregando o cilindro de oxigênio, cena que sensibilizou quem estava na agência naquele momento.
A divulgação do caso repercutiu em várias regiões do estado e foi tema de um longo desabafo do deputado estadual Cobra Repórter, que mantém um programa de grande audiência na RIC TV, afiliada da Rede Record no Paraná.
Conhecendo de perto o drama da família do comerciante Paulo Alves, o parlamentar levou o caso ao plenário da Assembleia Legislativa, que aprovou por unanimidade o envio de expediente ao presidente do Banco do Brasil solicitando providências quanto às irregularidades cometidas na agência de Santo Antônio da Platina.
Cobra Repórter relata que o funcionário do BB, obrigou a família da beneficiária a levar até a agência a paciente, portadora de necessidades especiais, para “comprovação pessoal de sua existência” fato que obrigou os pais a “transportar todos os equipamentos de manutenção da vida da deficiente, como cilindro de oxigênio e outros de difícil locomoção, para então, simplesmente, autorizarem o pagamento do benefício que a beneficiária faz jus, situação que gerou grande comoção em toda cidade e região Norte do Paraná”.
O parlamentar complementa que os responsáveis pela agência do Banco do Brasil não são agentes competentes para a realização de perícia para comprovação de regularidade do benefício de prestação continuada, assinalando ainda que é do conhecimento público que o funcionário Edilson Auersvald, de forma má educada e desrespeitosa, obrigou o deslocamento da beneficiária a comparecer fisicamente na agência para que o benefício fosse liberado. “Assim sendo, justifica-se o pedido de providências da presidência do Banco do Brasil  S/A, para que os danos causados à beneficiária e sua família, inclusive morais e de imagem, sejam devidamente reparados”, conclui.

 

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