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Jornal Tribuna do Vale - 16/08/2018

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PARALISAÇÃO

Correios da região aderem à greve nacional

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27 SET 2017Por Gladys Santoro18h41

Carteiros, supervisores e atendentes das agências dos Correios de Santo Antônio da Platina, Jacarezinho e Cambará aderiram à greve nacional da categoria.

Desde segunda-feira, as unidades estão trabalhando apenas com o mínimo de funcionários exigidos por lei.

Ontem, em Santo Antônio da Platina, os profissionais permaneceram sentados  na frente do Posto de Entregas, na rua 24 de Maio.

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Correios (Sintcom)- de Londrina, Cristian Atz, disse que os carteiros são a maioria dos profissionais que aderiram à greve. “De Santo Antônio da Platina, dos 9 carteiros, 7 já estão em greve. Em Jacarezinho e Cambará, a proporção é a mesma, ou seja, cerca de 70% estão de braços cruzados”, disse.

Ainda de acordo com o sindicalista, a greve não tem prazo para acabar, já que a estatal não está disposta a negociar. “Enviamos nossas reivindicações no início de agosto. Tivemos uma contraproposta que não foi aceita, e depois disso, não houve mais nenhuma negociação. Acho que eles não estão com pressa”, disse irônico. Entre os motivos da greve, está o reajuste salarial de 8%, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.

“A nossa maior preocupação é com a vigência, em novembro, da reforma Trabalhista. Precisamos garantir nossos direitos agora, porque depois vai complicar”, disse.

Cristian também comentou que a situação é desagradável para todos. “Não queremos prejudicar a população em um momento de crise como a de agora. Queremos trabalhar e somos humildes até mesmo no que diz respeito à porcentagem do reajuste que pedimos”, disse.

Para que o serviço não de entrega rápida não seja prejudicado, foram enviados dois funcionários dos Correios de Londrina para Santo Antônio da Platina. “Entregas como Sedex não podem parar, por isso, Santo Antônio da Platina precisou de reforço”, acrescentou.

O sindicalista disse ainda, que não há previsão de novas negociações com a estatal. “Não há nenhuma rodada de negociações prevista até agora”, concluiu.

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