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Jornal Tribuna do Vale - 16/08/2018

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CULTURAL

Livro apresenta diagnóstico dos 25 municípios da Amunorpi

Pesquisa aponta perfil da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro, equipamentos, hábitos culturais e anseios da região para o setor

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07 JUN 2018Por Da Assessoria23h26
Livro está sendo distribuído nas escolas, órgãos públicos e interessadosFoto: Divulgação

Um amplo levantamento sobre o panorama cultural em 25 municípios, feito a partir da visão das pessoas que vivem nessas comunidades. Assim pode ser definido o livro “Diagnóstico Cultural dos Municípios da Amunorpi”, resultado de pesquisa realizada pelo Ministério da Cultura por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Lei Rouanet), com o patrocínio das empresas CTG Brasil e Sanepar, além do apoio do Governo do Estado do Paraná, do deputado federal Alex Canziani e dos dirigentes dos municípios atendidos pelo projeto.

 

O livro foi apresentado aos prefeitos na reunião de posse da diretoria da Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi) e agora distribuído gratuitamente para as secretarias de Educação e Cultura de cada cidade. Os mil exemplares do livro serão distribuídos gratuitamente. Trabalho semelhante já foi realizado nos 22 municípios da Amepar.

 

“O objetivo da publicação é apresentar os resultados do diagnóstico cultural realizado nesses 25 municípios: Abatiá, Andirá, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis,  Conselheiro Mairinck, Figueira, Guapirama, Ibaiti, Jaboti, Jacarezinho, Japira, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Quatiguá, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Salto Itararé, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz”, afirma o gestor cultural Rogério Carnasciali, que esteve à frente do projeto. Ele ressalta a importância do apoio que o projeto obteve das secretarias de cultura e educação dos municípios da região.

 

APLICABILIDADE NOS MUNICÍPIOS

 

O diagnóstico identificou os equipamentos culturais, grupos e artistas que atuam nestes municípios, bem como o potencial de mobilização de empresas, ONG’s e demais instituições que fazem interface com o setor cultural, visando criar oportunidades de geração de trabalho e renda para esses públicos. O livro também apresenta a história de formação de cada munícipio, seus símbolos e ícones culturais. “Foram aplicados nove tipos de questionários em cada município: Comunidade; Grupos Artísticos; ONG’s; Artistas; Escolas e Colégios, Secretarias Municipais de Cultura, Escolas de Artes, Igrejas e Empresas com potencial de patrocínio”, acrescenta Carnasciali.

 

Entre outras aplicabilidades, o diagnóstico deve auxiliar como subsídio na elaboração de projetos para os editais e programas dos Ministérios e Secretarias da Cultura, Turismo, Meio Ambiente, Cidades, Justiça e Saúde e na elaboração de projetos culturais para as emendas dos parlamentares que atuam na região. O diagnóstico também serve como base de dados sobre o potencial turístico e de demandas culturais com oportunidade de negócio, com geração de trabalho e renda, contendo inclusive estratégias específicas de viabilização de projetos municipais, intermunicipais e regionais.

 

A publicação se constitui ainda em base para integração dos municípios ao Sistema Federal de Cultura e subsídio para criação de Conselhos de Cultura e Fundos Municipais de Incentivo à Cultura. “Os resultados, portanto, subsidiarão prefeitos, secretários de cultura, vereadores, deputados e senadores na elaboração de projetos para editais e programas dos Ministérios e Secretarias da Cultura, Turismo, Meio Ambiente, Cidades, Justiça e Saúde, entre outros”, frisa Carnasciali.

 

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Projeto mapeou identidades culturais

 

Entre os benefícios do diagnóstico cultural da Amunorpi, Rogério Carnasciali aponta a Identificação e mapeamento das identidades culturais dos municípios, tendo em vista seu processo de colonização e respectivas manifestações; e a possibilidade de elaboração de projetos para a construção ou revitalização de espaços e equipamentos culturais.

 

“É importante destacar ainda o desenvolvimento de atividades com capacidade de geração de trabalho e renda para as comunidades. As atividades culturais na perspectiva de negócio, conforme já comprovado em vários locais brasileiros, colabora na melhoria do IDH dos municípios”, frisa Carnasciali.

 

Ele também destaca a importância da participação e apoio do Ministério da Cultura e dos patrocínios culturais de grandes empresas que atuam na região, para a viabilização do projeto. O principal patrocinador atua na geração de energia hidroelétrica. Criada em 2013, a CTG Brasil é parte da China Three Gorges Corporation, maior empresa de geração de energia hidrelétrica do mundo. Com investimentos em 17 usinas hidrelétricas e 11 parques eólicos, o portfólio da CTG Brasil hoje tem uma capacidade total instalada de 8,27 GW.  Segunda maior geradora privada de energia do País, a CTG Brasil conta com a dedicação de seus talentos locais e está comprometida em contribuir com matriz energética brasileira, pautada pela responsabilidade social e respeito ao meio ambiente.

 

Já a Sanepar, no texto de apresentação do projeto, destaca que mais de 7 mil saneparianos dedicam suas vidas para levar saúde aos paranaenses, cuidando do bem mais precioso que existe: a água. São 234 estações de tratamento de esgoto e outras 168 de tratamento de água, além de quase 50 mil quilômetros de redes que formam um mundo invisível e subterrâneo. Mas, mesmo com esta estrutura gigante, a Sanepar convoca a ajuda da população. “É necessário o apoio de todos para que a cultura da preservação ambiental se dissemine. Sim, é possível transformar a realidade. Com o esforço coletivo, cidades, estados e países irão alcançar o desenvolvimento de forma sustentável”, acrescenta a mensagem da Sanepar.

 

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