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Jornal Tribuna do Vale - 22/10/2018

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Motoristas transformam rua em pista de corrida

Rua Dário Fonseca Martins se tornou uma pista de corrida para motoristas imprudentes; em toda a sua extensão, quase não existem calçadas e pedestres disputam espaço com veículos

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15 MAI 2018Por Gladys Santoro18h02
Além do excesso de velocidade, rua praticamente não tem calçadasFoto: Antônio Picolli

Pavimentada há quase dois anos, a rua Dário Fonseca Martins, que cruza os bairros Murakami e Popular Velha (paralela a rua deputado Benedito Lúcio ), em Santo Antônio da Platina, se transformou em pista de corrida para motoristas imprudentes. A via, em toda a sua extensão, praticamente não tem calçadas e os moradores são obrigados a disputar espaço com carros, caminhões, motos, ônibus, ambulâncias, e bicicletas. Crianças e idosos correm riscos a todo o momento. Animais – gatos e cachorros – são atropelados com frequência.

A redação da Tribuna do Vale tem recebido reclamações constantes dos moradores, porém, mais do que se queixar, eles podem socorro. “Aqui vai acontecer uma tragédia a qualquer momento. De manhã e no final da tarde são horários mais perigosos. Os motoristas passam voando. Esses dias, uma caminhonete se perdeu e quase entrou no muro da minha casa. Se tivesse uma criança na calçada teria morrido”, lamentou um dos muitos moradores preocupados.

Além da falta de calçadas, a rua é estreita e mão dupla. A sinalização horizontal consiste apenas nas faixas para pedestres. A vertical indica que a velocidade máxima de 40 km/h. Para complicar a vida dos moradores, a via dá acesso direto à rodovia,  o que eleva além do normal, o movimento de veículos, inclusive de ambulâncias do Samu e do resgate do Corpo de Bombeiros.

“Sabemos que a rua, depois de asfaltada, virou uma alternativa para desafogar o trânsito da Benedito Lúcio Machado, mas não para se transformar em uma pista de corrida. Temos mães levando e buscando crianças à escola, que precisam disputar enfrentar os veículos pela falta de calçadas e ainda correm riscos pelo excesso de velocidade que os motoristas passam por aqui. Nos finais de semana, o movimento ainda é pior”, reclamou outro morador.

O problema se tornou tão grande, que os moradores não sabem apontar qual medida seria necessária para obrigar os veículos a reduzir a velocidade na via. Alguns acreditam que lombadas ajudariam, outros pensam em semáforos, radares, e maior fiscalização pela Polícia Militar. “Não estamos nem reclamando. Estamos pedindo que alguém – prefeitura, polícia ou outro órgão competente, até a Câmara Municipal de Vereadores, nos proteja, com uma providência efetiva”, comentou uma senhora.  

 A reportagem da Tribuna do Vale ligou várias vezes para o celular do secretário municipal de Obras, Everton José Panegada, para saber se a prefeitura tem algum projeto de construção de lombadas ou outra medida de segurança para os pedestres da rua Dário Fonseca Martins, mas ele não atendeu as ligações.

 

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