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Jornal Tribuna do Vale - 11/01/2018

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RECICLAGEM

NRE manda suspender destruição de livros em Ribeirão Claro

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15 DEZ 2017Por Da Redação19h19
Foto: Divulgação

Uma foto publicada em uma página do Facebook de um morador de Ribeirão Claro causou revolta e uma infinidade de manifestações indignadas de internautas. A imagem mostra centenas de livros didáticos jogados em um terreno pertencente a uma cooperativa de reciclagem em um bairro rural da cidade. Pela foto, é possível ver que há livros novos, sem uso, até mesmo lacrados.  A reportagem da Tribuna do Vale entrou em contato com a chefe do Núcleo Regional da Educação, com sede em Jacarezinho, professora Magda Cristina Souza, que desconhecia o fato, e na mesma hora entrou em contato com o colégio que fez o descarte e mandou suspender a destruição dos livros até que toda a documentação exigida pela Secretaria Estadual da Educação para esses casos, seja conferida e aprovada. “Designei três funcionários para analisar a documentação. Eu sei que um fato dessa natureza é chocante, mas há uma instrução normativa da Superintendência de Desenvolvimento Educacional baseada em decreto federal que prevê o descarte de livros após três anos de uso. De qualquer forma, vamos avaliar se tudo está dentro das normas”, disse.
Entre os comentários feitos no faceboock, uma internauta escreve o seguinte: “É uma pena, isso mostra como os governos federal e estadual não estão nem aí com a educação, pois fecham pacotes com as editoras sem consultar a quem de direito deveriam. É assim em todas as áreas, educação, saúde, segurança, um verdadeiro descaso. Precisamos mudar isso pesquisando a fundo a vida dos políticos antes de entregarmos a eles tanto poder. Vamos começar essa mudança em 2018, elegendo somente os honestos”.
Já Tuca Badona diz o seguinte: “ Pra vc ve aonde vamos parar... Cultura jogada no lixo. vergonha..”
Olga Alves comenta: “Os livros q estão lá por enquanto nossas crianças não podem usar pois são livros para alunos bem maiores q eles. Infelizmente nossos pequenos não entenderão o conteúdo daqueles livros pois são livros de alunos do Estado e não da rede municipal. Não devemos também crucificar ninguém por isso porque não sabemos o porquê foram descartados”.
Heitor Ribeiro Gonçalves: “ Nossa !! Mais mais será que não dá para aproveitar de alguma maneira? Muito estranho !!”
Sandra Torres Sasdelli: “ Que judiação .. sempre o município teve um carinho e um cuidado especial para descartar os livros doando para os alunos para recortes e pesquisas..... eu mesma como professora de educação infantil aproveitava muito .... agora vejo isso me dá tristeza ano que vem meu filho vai para o ginásio e vejo ...o estado não tem esse mesmo carinho .....que judiação ..”.  
Wagner Bianquini: “Pois é . Com tantos lugares onde vc deixa um livro e irá servir pra alguém .... é tantos jogados ao tempo ...será que não custou meu dinheiro e de tantos nessas cobranças louças de impostos . Pra nós trabalhadores tdo aumento e pra esse governo lixo do Brasil somente roubo e próprias se espalham por tdo nosso Brasil . Vergonha em ser brasileiro.  É meu povo num Brasil rico cheio de governantes podres . O que cabe a nós e a esperança para que filhos e netos tenham vida serena ....”.
Diante de tanta indignação, ainda surgiram internautas tentando esclarecer as normas legais e a foto acabou levantando uma enorme discussão sobre política, honestidade, ética, favorecimentos, corrupção, conhecimento e aprendizado.

Conhecimento não é estático

A Chefe do NRE, professora Magda Cristina Souza disse que um dos argumentos para a substituição dos livros didáticos de três em três anos, é que o  conhecimento não é estático, ou seja, as coisas mudam com o passar do tempo e a educação tem que estar atenta.  “Até a geografia muda, a gramática muda. A história também muda dependendo do autor. E o professor tem liberdade de escolher o autor dos livros que vai usar. Por isso, foi calculado que três anos é um tempo razoável para acompanhar de perto as atualizações”, disse salientando que sempre é enviada à escola uma cota extra de livros para garantir que não falte material didático a nenhum aluno. “Por isso, acredito que realmente tenha livros novos no meio do descarte”, disse.
Segundo Magda, o colégio que fez o descarte, cujo nome não foi revelado, tentou doar os livros para os alunos, como é sugerido na regulamentação, mas não houve interessados. Também tentou doar para bibliotecas, que alegaram não ter mais espaço. A saída foi doar o material à Associação de Pais e Mestres, que aceitou para vender à cooperativa de material reciclável e reverter a renda à própria escola.

 

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