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Jornal Tribuna do Vale - 17/10/2018

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Tavorense tem obra selecionada em Prêmio Nacional Poesia

Eder Luís Pacheco participou de concurso com cerca de três mil inscritos promovido pela Editora Trevo

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11 OUT 2018Por Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale19h11
Eder Luis Pacheco conseguiu se destacar entre cerca de três mil inscritos no concursoFoto: Arquivo Pessoal

Nascido em Piracicaba (interior de SP), mas tavorense de coração, o jovem Eder Luís Pacheco, 21, morador do distrito de São Roque do Pinhal (em Joaquim Távora) teve sua obra ‘Fria Morte’ selecionada no Prêmio Nacional Poesia Agora – Primavera 2018. Escritor desde os 8 anos, Pacheco ingressou como acadêmico no curso de letras-espanhol, pela Universidade do Norte do Paraná (UENP), onde cursou dois anos, e agora se aventura na literatura poética. O concurso teve cerca de três mil inscritos e é promovido pela Editora Trevo – que selecionou poemas de todo Brasil para serem publicados em um de seus próximos títulos.

 

Segundo o escritor, a seleção de seu poema em nível nacional o surpreendeu, pois ele nunca havia participado de um concurso desta natureza. Pacheco diz que é um privilégio por ter sua obra entre as melhores do País. “Estou ainda mais feliz por saber que minha poesia estará em um dos livros da coleção da Editora Trevo, uma das mais renomadas do Brasil”, comemora.

 

A trajetória de Pacheco na literatura teve início no âmbito escolar, e ao se mudar para Joaquim Távora ele recebeu apoio e incentivo do atual secretário de Cultura Flávio Cuervo. Segundo o escritor tavorense, a poesia selecionada, ‘Fria Morte’, retrata a passagem da vida para morte, conta também a frustração de um falecido por saber que está a caminho do além. “Uma das mensagens mais claras transmitidas pela poesia é de que devemos aproveitar cada momento como se fosse o último de nossas vidas”, salienta o autor.

Neste ano, Pacheco foi premiado em um Concurso Municipal de Poesia e tem frequentado assiduamente salões de artes. “Primeiramente fico muito feliz em poder representar a nossa região, levar o nome do Norte Pioneiro em um concurso tão importante. Pretendo continuar escrevendo e aperfeiçoar cada vez mais para poder em outras oportunidades representar a região e nosso Estado com muito orgulho”, frisa o escritor.

Pacheco sublinha que atualmente é visível o encanto dos jovens pela era digital, que optam pelo celular ao invés de um livro. Para ele, essa análise tem dois lados, o positivo, porque interagir nas redes sociais exige leitura e escrita, mas o lado negativo para o escritor é o encurtamento de palavras, adaptação digital na língua portuguesa. “Uma simples e curta palavra como: você, nas redes se torna ‘vc’. Isso afeta diretamente no ensinamento e aprendizado escolar. Vários professores têm dificuldades devido a essa linguagem que podemos chamar de ‘Internetês’. Pensando nesse avanço tecnológico, foram lançados os e-Books (livros digitais) disponíveis em plataformas para download, porém, o interesse juvenil ainda é pequeno”, avalia o escritor acrescentando. “Creio que a única solução plausível é a conscientização no âmbito familiar para mostrar às crianças e jovens o quão bom é ler um livro, contar histórias, voltar no tempo. Volta essa que pode ser a única saída desse abismo digital, onde crianças se tornam alienados ao celular”, pondera.

Assim como Pacheco teve incentivo desde a sua infância, aos 21 anos ele acredita que continua sendo indispensável a aproximação e o convívio com os livros. “Muitos professores elaboram projetos de leitura para poder aproximá-los, projetos esses que admiro e apoio. Convivo com muitos amigos professores e sei da dificuldade passada por cada um devido à evolução tecnológica”, conclui.

 

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