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Jornal Tribuna do Vale - 12/07/2018

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63% das empresas do PR são familiares

Mas, 70% destas não chegam à segunda geração. Multiplicidade de Papéis e Disputa de Poder contribuem para o fracasso na sucessão dos empresários.

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13 JUL 2018Por Cláudio Ribeiro Jr.20h19

As empresas familiares representam a maioria das organizações brasileiras: 85%, segundo o SEBRAE. Se contarmos as micro e pequenas, esse número se aproxima muito dos 100%. Fazem parte deste número empresas que possuem parentes como sócios ou colaboradores assalariados.

Na região sul, o Paraná está em 4º lugar no ranking nacional, com o índice de 63% das empresas do Estado sendo familiares (mais de 378 mil empresas ativas são familiares). O Paraná também é o estado com maior proporção de sócios que são parentes (27%) do País.

DESAFIOS

As empresas de controle familiar enfrentam os mesmos desafios das demais, que são a geração de lucro de forma sustentável, melhoria da competitividade até a prontidão para reagir aos desafios de mercado, e muitos outros.

Acontece que, além disso, as empresas familiares também têm que lidar com a multiplicidade de “papéis” que seus sócios e familiares exercem: o de Controlador (sócio), de Gestor e papel de Membro da Família. “Isso torna a administração da empresa mais instigante e cercada de diferentes obstáculos, como a disputa de poder”, aponta Eduardo Valério, Consultor da JValério.

Este cenário contribui para que as empresas não se perpetuem e não passem a gestão para a próxima geração. A maioria: 70%, não resistem à morte do fundador, sendo que so­men­te 30% pas­sam da se­gun­da ge­ra­ção e ape­nas 12% vão ­além da ter­cei­ra ge­ra­ção.

Para Lucas Ribeiro, Consultor Empresarial e sócio-diretor da ROIT Consultoria e Contabilidade,  diversas soluções podem ser trazidas a este contexto. De acordo com ele, existem maneiras para lidar com estes subsistemas (familiar, societário e gestão), implementando regras e desenhando uma estrutura eficaz de Governança.

“Cada situação empresarial e familiar específica requer regras definidas com base no consenso e que contemplem a clara separação dos papéis e responsabilidades dos familiares como sócios, gestores e sucessores”, afirma.

Ainda segundo Lucas Ribeiro, é preciso apostar na preparação dos sucessores e do sucedido, além de investir em um planejamento estratégico que inclua processos claros para a sucessão.

Segundo Pesquisa Global sobre Empresas Familiares da PwC, apenas 19% das empresas familiares brasileiras possuem um plano de sucessão estruturado.

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