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Jornal Tribuna do Vale - 13/09/2018

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Gasolina já teve quatro reajustes neste mês e se aproxima dos R$ 5

Preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 5,32% neste mês

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14 SET 2018Por Dayse Miranda, especial para Tribuna do Vale19h39
O reajuste na gasolina nesta sexta-feira (14) foi o maior desde maioFoto: Antônio de Picolli

O preço da gasolina está a cada dia mais insustentável. Somente em setembro, o preço nas refinarias da Petrobras acumula alta de 5,32%. Desde o início do mês já foram quatro reajustes pela estatal, que, seguramente não param por aí. Em Santo Antônio da Platina, o preço da gasolina já se aproxima dos R$ 5 para os consumidores. Na bomba, o preço do combustível varia entre R$ 4,39 e R$ 4,69 o litro da gasolina comum, e entre R$ 4,54 e R$ 4,79 o litro da aditivada. O último reajuste feito pela Petrobrás foi nesta sexta-feira, 14, que elevou o preço do combustível em suas refinarias (sem tributos) para R$ 2,2514. Este foi o maior reajuste desde o mês de maio deste ano, que chegou a custar R$ 2,3716 o litro nas refinarias da estatal.

 

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana passada o  valor médio da gasolina vendido nos postos brasileiros subiu em 25 Estados e no Distrito Federal. Diante deste cenário, o etanol segue com vantagem sobre a gasolina no Paraná e outros cinco estados.

 

Pegar carona com vizinhos parentes e amigos é a opção que resta para o consumidor driblar a crise e evitar comprometer o orçamento familiar. A tática tem funcionado com a divisão das despesas. Dois ou mais conhecidos que fazem o mesmo percurso dividem os custos com combustíveis para economizar, fazendo inclusive o revezamento semanal de veículos.

 

A professora Eliane de Souza Prado, por exemplo, é residente em Santo Antônio da Platina e trabalha em Jacarezinho. Ela divide a despesas com outras pessoas que também precisam se deslocar até o município vizinho para trabalhar. Como os horários coincidem, elas se organizaram e estão economizando. “Se eu estivesse sozinha custeando as despesas do meu veículo tenho certeza de que estaria gastando mais que o dobro. Além de usar o meu carro somente uma semana ao mês, ainda conseguimos baratear nossa viagem diária”, comentou Eliane.

 

Por outro lado a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) anunciou que a venda de motocicletas no primeiro semestre deste ano totalizaram 451.311 unidades, totalizando um crescimento de 12,2%, em relação ao mesmo período de 2017. Ou seja, mais uma nítida demonstração de que o consumidor está em busca de economia. Visto que, um veículo utilitário tem um consumo de aproximadamente 13 km por litro, e, uma motocicleta pode fazer entre 60 e 35 quilômetros com apenas um litro de gasolina.

 

Para este final de semana, não há previsão de novos reajustes da gasolina e diesel nas refinarias da Petrobras. A estatal ainda informou que o preço de venda às distribuidoras não é o único determinante do preço final ao consumidor. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final, que incorpora tributos e repasses dos demais agentes do setor de comercialização: distribuidores, revendedores e produtores de biocombustíveis, entre outros.

 

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