Santo Antônio da Platina / PR33º21º22 de Maio de 2018
Jornal Tribuna do Vale - 17/05/2018

Edição ImpressaEdição 3600

Ler Jornal
RESSOACIALIZAÇÃO

Lançado oficialmente o Pat ronato em Santo Antônio da Platina

Parceria entre as instituições publica e privada (UENP e Faculdade de Santo Antônio da Platina), oportunizou a implantação do programa em Santo Antônio da Platina, que visa a ressocialização de pessoas que cumprem pena em regime aberto

Comentar
Compartilhar
08 FEV 2018Por Gladys Santoro21h24
Equipe de profissionais e estagiários que atendem o Patronato de Santo AntônioFoto: Antônio de Picolli

Em atividade desde 2013 em Jacarezinho, pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), o programa Patronato chega agora em Santo Antônio da Platina por meio de um projeto de expansão da universidade em parceria com a Faculdade de Santo Antônio da Platina (Fanorpi/Uniesp). Poder Judiciário e Prefeitura.  O Patronato é vinculado ao programa Universidade Sem Fronteira.

O lançamento oficial ocorreu na tarde desta quinta-feira, 8, na sede da faculdade platinense, localizado no Parque Alício Dias dos Reis, Jardim Santa Crescência.

 O programa está atendendo em um prédio anexo ao administrativo. A equipe é formada por estagiários e profissionais das áreas de Direito, Assistência, Social, Psicologia e Administração. A função principal é desenvolver ações para ressocialização de pessoas que cumprem pena em regime aberto e semiaberto.

Em uma solenidade simples, mas elucidativa, a diretora da Faculdade de Santo Antônio da Platina, professora Graça Zurlo disse que a implantação do programa na cidade foi uma conquista voltada à comunidade. Ela também falou sobre a parceria com a UENP. “Essa parceria entre instituições públicas e privadas em prol da comunidade é um avanço incontestável. Todos ganham, porque nos aproxima da comunidade. Nos coloca dentro da realidade de onde vivemos. Esse projeto, desde quando era um embrião foi abraçado por todos nós. Vestimos a camisa porque acreditamos que podemos oferecer oportunidades a quem realmente precisa”, disse. A diretora agradeceu à UENP, a prefeitura e a equipe do Patronato e seus orientadores. “Agradeço o empenho de todos que trabalharam e acreditaram que esse programa poderia funcionar aqui”, disse.

Mateus Zurlo, advogado do Patronato de Jacarezinho disse que o programa atende cerca de 400 a 500 pessoas na cidade. Ele estima que o número de atendimento seja semelhante em Santo Antônio. “Se de 10 pessoas, o programa conseguir ressocializar cinco, já comprova que esse é o caminho. Não é um trabalho fácil, mas é preventivo. Um preso gera despesa alta para o governo e por consequência, a toda a sociedade. Solto, trabalhando e valorizando a oportunidade, ele pode se reintegrar e se afastar completamente da criminalidade”, explicou.

O advogado também comentou que nem todo apenado atendido no Patronato é bandido. “Tem pessoas cumprindo pena, por exemplo, por crimes de trânsito, ou seja, não são bandidos. Ajudá-los a recuperar suas vidas, conseguir um emprego e devolver a eles a dignidade, além de gratificante, é um ganho para a sociedade”, disse.

O representante da reitoria da UENP, James Rios também acredita que a parceria entre as instituições foi uma conquista para a comunidade. “Essa parceria trouxe benefícios aos platinenses agora. Que outros programas possam ser realizados em conjunto”, disse.

Também prestigiaram a solenidade, os secretários municipais Luiz Carlos da Silva (da Agricultura e Meio Ambiente), Cristiano Lauro, da Assistência Social e o assessor jurídico da prefeitura, Mateus Faeda Pelizzari.

Equipe de Santo Antônio da Platina

A equipe que forma o Patronato Municipal de Santo Antônio da Platina é integrada pelo advogado Ygor Biaggioni Batista, pela psicóloga Renata dos Santos Souto, pela pedagoga Ana Carla Pipoli, pelo assistente social, Douglas Domingos Camilo, pelos estagiários de Direito, Vitor Vieira de Oliveira e Luana Vitória Bianchi das Neves e pela estagiária de Administração, Letícia Rezende. A orientadora de pedagogia é Elisangêla Moreira.  

UENP

Para a reitora da UENP, Fátima Aparecida da Cruz Padoan, o projeto que já provou acontecer, em outros municípios, com excelência e eficácia, contribuirá para a melhora da qualidade de vida da população.

“A UENP se sente honrada em dividir a corresponsabilidade de inserção do infrator no espaço comunitário, por meio da proposição de cursos e prestações de serviços os quais colaborarão com o processo de sua ressocialização. Estamos, portanto, convictos do sucesso das atividades pela soma desses esforços”, disse a reitora.

A professora Patrícia Cristina Formaggi Cavaleiro Navi, coordenadora do Programa no município, acentua que o Patronato é uma ação que tem como principal objetivo a ressocialização de pessoas assistidas no cumprimento de penas em regime aberto.

“É um Programa que, por meio de um olhar humanizador, busca oferecer possibilidades de reinserção social”, ressalta. A cidade de Santo Antônio foi contemplada como o 16º município no estado do Paraná a receber o Patronato.

Patrícia destaca que há um ganho múltiplo para a sociedade ao receber um programa como o Patronato. “Geramos oportunidades para graduandos, recém-formados e professores atuarem efetivamente na execução do Programa. Porém, a maior contribuição será o restabelecimento do indivíduo assistido pelo projeto à sociedade na condição de um construtor social, não mais como um transgressor da lei”, afirma.

COMO FUNCIONA

Os assistidos serão encaminhados pelos juízes da Comarca e atendidos pelas equipes do Patronato com ações que visam oportunizar condições favoráveis para que, ao final do cumprimento das determinações judiciais, possam reconfigurar suas vidas. O projeto oferece cursos de capacitação para o trabalho, encaminhamento para o sistema educacional, orientações psicológicas individuais e em grupo, incentivo à leitura e outros diferentes cursos.

 

Blogs

Ver Todos os Blogs