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Jornal Tribuna do Vale - 19/11/2018

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Suicídio é uma das três principais causas de morte no mundo

A cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil. Especialista da Unimed Curitiba desmistifica três mitos e verdades essenciais para a prevenção.

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14 SET 2018Por Andressa Cristina da Rosa12h30

 Imagem: Sutterstock

A cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil. No mundo, há uma tentativa a cada três segundos e um suicídio a cada 40 segundos. No planeta, são mais de um milhão de suicídios.

 De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS),o suicídio está entre as três principais causas de morte, somando 3% do total. Para mudar esses números, a OMS definiu que 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. No Brasil, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Centro de Valorização da Vida (CVV), promove anualmente a campanha Setembro Amarelo.

 Tema difícil, mas de fundamental discussão, o suicídio é considerado uma questão de saúde pública e está cercado de mitos e verdades. Para desmistificar o assunto e auxiliar na prevenção de novos casos, a especialista em psiquiatria cooperada da Unimed Curitiba, Karla Cristina Buccieri, explica três aspectos que envolvem o tema.

 Pedido de socorro ou alternativa para chamar a atenção?

Há um mito de que as pessoas querem chamar a atenção quando tentam, mas não têm êxito no suicídio. Segundo a médica, isso não é para chamar a atenção. Pelo contrário. “Essa tentativa é um verdadeiro pedido de socorro. Provavelmente a pessoa já deu sinais e evidenciou – ainda que ninguém tenha atentado – que seguiria por este caminho. É importante avaliar comportamentos e, principalmente, falas, pequenos comentários. Ouvir com atenção o que ela tem a dizer, estar disponível para conversar, demonstrar interesse e compreensão e orientar sobre a importância da ajuda de um profissional é, sem dúvidas, uma das melhores alternativas no processo de prevenção”, explica a especialista.

 Falas e comportamentos são considerados evidências?

São e é verdade que, durante as falas, as pessoas soltam frases que soam como clichês, mas que evidenciam um possível suicídio. “Eu não vou mais incomodar vocês, um dia vocês irão me valorizar, não aguento mais, eu não sirvo para nada, quero sumir, cansei, entre outras frases, são sinas de que a pessoa pode, sim, atentar contra a própria vida”. Ainda, de acordo com a especialista, quando a fala não é suficiente, alguns comportamentos complementam os sinais de alerta. “É comum notar um isolamento, ansiedade, irritação, além de distúrbios do sono – falta ou excesso – e até automutilação física e emocional em pessoas com tendências suicidas. Em alguns casos, também é comum se desfazer de roupas, objetos e até se despedir das pessoas do cotidiano. E reforço: não é para chamar a atenção. A pessoa está em sofrimento e não encontra outra alternativa para acabar com a sua desesperança”.

 

Quem tenta e não consegue, tentará de novo?

“Muitos acreditam que após conseguirem chamar a atenção, as pessoas não tentarão novamente, pois já conseguiram o que queriam. Este é um grande erro”, explica Karla. Segundo a médica, quem sobrevive a uma tentativa de suicídio não está livre do problema. Pelo contrário, pois quem tenta uma vez tem de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicidar-se novamente. Dados apontam que, 50% das pessoas que tentaram suicidar-se, tentaram mais de uma vez. “Ou seja, é um mito acreditar que a pessoa não tentará cometer suicídio novamente. Daí a importância de procurar um especialista e seguir com o tratamento. É a união de um grupo que fará a diferença na vida dessa pessoa”.

 Unimed Curitiba e o Setembro Amarelo

Nesta semana, a Unimed Curitiba traz uma nova edição do Diálogo Saudável, no qual Dra. Karla, Buccieri aborda a “Prevenção ao Suicídio” com informações e esclarecimentos sobre esse assunto tão delicado, Além disso, dá dicas sobre como é possível perceber sinais, evidentes, que uma pessoa próxima pensa em suicídio, mas que muitas vezes passam despercebidos.

 A edição com a temática do Setembro Amarelo vem acompanhada de uma novidade: a partir de agora, o Diálogo Saudável é conduzido por  Mira Graçano. Jornalista, coach com formação em análise transacional, Mira atuou durante 26 anos como repórter e apresentadora de noticiários nas TVs Globo, Record, SBT, Bandeirantes, Educativa e Rádio CBN. Agora, ela assume o canal de diálogo que vem aproximando as pessoas dos médicos para tratar de assuntos que são relevantes para o dia a dia, de uma forma mais didática e leve.

 O programa que aborda a “Prevenção ao Suicídio” já está disponível na fanpage da Unimed Curitiba no Facebook, e pode ser acessado em www.facebook/UnimedCuritiba.

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