TRABALHO

Cambará se destaca na geração de empregos no mês de junho

8 AGO 2017 • Por Da Redação • 18h46

Um levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou que em junho, Cambará foi a primeira colocada no ranking entre as cidades do Norte Pioneiro na geração de empregos – um saldo de 81 novos postos de trabalho no mês. Das 19 regionais da Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos (SEJU), apenas oito apresentaram um saldo positivo de emprego no Estado neste período. Entre elas, a regional de Ibaiti, (com 275 novos postos) que ficou na terceira colocação no ranking estadual, perdendo apenas para Umuarama (407) e Paranavaí (324).

Segundo o Observatório do Trabalho do Paraná, na regional de Ibaiti, as cidades tiveram maior destaque foram: Cambará, que gerou 81 novos postos, Santo Antônio da Platina com saldo de 34 postos de trabalho e Arapoti, com 33. Destes municípios, os setores que mais empregaram foram indústria, serviços, comércio e agropecuária, sendo em sua maioria alimentadores de linha de produção, vendedores e demonstradores em lojas ou mercados.

De acordo com a gerente da Agência do Trabalhador de Cambará Cíntia Mafra, a justificativa para este destaque do município em junto ocorre devido ao período de entre safra e de sazonalidade de alguns setores. Empresas como Dacalda, por exemplo, contratam neste período para o corte da cana-de-açúcar. Outra novidade no município tem sido a oportunidade de primeiro emprego que a empresa Yoki oferece, em 2016, por exemplo, foram cerca de 140 contratados pelo programa que tiveram a oportunidade de serem efetivados. Neste ano, a empresa abriu 90 vagas somente para o Menor Aprendiz. “Esta período tem bastante contratações nestes setores, mas a oferta para o primeiro emprego tem sido uma oportunidade única para os jovens conseguirem ser efetivados pela empresa”, comentou.

Apesar de o município apresentar o melhor saldo de empregos da região, Cíntia expõe que infelizmente as demissões continuam em outros setores. Ela que gerencia a agência há 15 anos, conta que a rotatividade de vagas há alguns anos era entre 1000 a 1200, mas tem conseguido fechar apenas uma média entre 300 e 400. “A mecanização das indústrias e a crise financeira em todo país reflete em saldos negativos em alguns meses, onde o número de desligamentos é maior que de admissões. Temos uma média de 100 pessoas por mês solicitando o seguro desemprego, isso é preocupante. Em 15 anos de agência nunca vi um nível tão baixo de contratações”, pontuou.

Paraná com saldo positivo

No acumulado do primeiro semestre do ano de 2017, Janeiro a Junho, o Paraná apresentou resultado positivo no saldo de empregos (21.621) postos de trabalho, resultado esse da diferença entre o número de admitidos (559.100) e desligados (537.479) no período. Isso demonstra que aos poucos o Estado tem recuperado sua economia com relação a vagas formais de emprego.

No mesmo período do ano anterior, 2016, o saldo era de (-16.512), ou seja, esse resultado coloca o Paraná na quarta posição do ranking do País, atrás apenas de Estados que tiveram seus saldos de empregos alavancados pelas atividades como cultivo de café, cana-de-açúcar, fabricação de açúcar e álcool.