Ministério bloqueia verbas de mais seis municípios da região

Ausência de projetos na área social é um dos principais motivos que causaram perda de recursos

1 MAR 2018 • Por Da Redação • 21h10

Além de Santo Antônio da Platina que perdeu mais de R$ 280 mil que deveriam ser aplicados em políticas voltados às crianças e idosos de famílias carentes, outros seis municípios do Norte Pioneiro estão na lista do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e tiveram bloqueados recursos repassados pela União. Somando as verbas perdidas, as comunidades  dessas cidades deixaram de se beneficiar de um montante de recursos avaliado em R$ 265.213,28.

Na lista divulgada pelo MDS estão Abatiá, que perdeu R$ 36 mil; Cambará, com bloqueio de R$ 28,877,88; Carlópolis, que deixa de aplicar R$ 48.946,89; Curiúva, com o maior montante, R$ 72.012,15; Quatiguá, com R$ 65.700; e, Santana do Itararé, que deixa de investir em social, R$ 13.676,36.

Cidades como Andirá, Barra do Jacaré, Ibaiti, Jacarezinho, Japira, Joaquim Távora e Jundiaí do Sul, aplicaram a totalidade dos recursos que receberam entre os meses de janeiro de 2017 e janeiro de 2018, conforme a listagem divulgada pelo Ministério.

Vários fatores são apontados como causa do problema que levou à perda de recursos da área social, mas o principal deles é a falta de apresentação de projetos voltados às áreas de infância e idosos, conforme revelou o próprio Ministério da Ação Social. O município de Santo Antônio da Platina, sozinho, perdeu R$ 280.472,91, valor superior à soma dos demais seis municípios que tiveram verbas bloqueadas.

O bloqueio é irreversível para todos os municípios, segundo informações do próprio MDS. O bloqueio de verbas federais destinadas à investimentos em programas sociais nos municípios ocorrem a partir do momento em que as prefeituras deixem de aplicar os recursos por mais por 12 meses consecutivos.

Este é o caso de Santo Antônio da Platina. De janeiro de 2017, quando assumiu a prefeitura, até janeiro de 2018, Zezão recebeu R$ 536.051,55, dos quais, aplicou R$ 255.578,64. A diferença, R$ 280.472,91, não foi aplicada por absoluta falta de projetos, conforme reconhece o próprio secretário de Assistência Social, Cristiano Lauro.

O prefeito platinense José da Silva Coelho Neto, o professor Zezão (PHS), em entrevista que concedeu à Rádio Difusora Platinense, na manhã de segunda-feira (26), como tem sido de seu feitio nos últimos meses, tentou transferir a responsabilidade pelo prejuízo que sua gestão causou à comunidade carente. Ele insinuou que a reportagem publicada no fim de semana na Tribuna do Vale teria sido tendenciosa, preferindo culpar gestões anteriores pela falta de projetos na área social.

Não tivesse desperdiçado uma verba tão significativa, o município poderia estar desenvolvendo programas de assistência social, como as escolinhas de futebol para crianças e adolescentes em situação de risco; contratação de profissional de educação física para ministrar atividades voltadas a idosos, incentivo ao artesanato para a terceira idade e aquisição de veículo para uso em ações sociais.