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Jornal Tribuna do Vale - 12/04/2018

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RIBEIRÃO DO PINHAL

Acusado por estupro, homicídio e ocultação de cadáver vai a júri amanhã

Crime aconteceu em dezembro de 2013, em Jundiaí do Sul. Corpo da vítima foi encontrado seminu 10 dias depois, em meio a uma plantação de soja

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16 ABR 2018Por Luiz Guilherme Bannwart18h57
Willian Cruz confessou o crime na delegacia, mas negou a autoria em juízoFoto: Divulgação / Polícia Civil

Quatro anos depois de ser denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) pelos crimes de estupro, homicídio e ocultação de cadáver, em Jundiaí do Sul, o pedreiro Willian Cruz sentará nesta quarta-feira (18) no banco dos réus do Tribunal do Júri da Comarca de Ribeirão do Pinhal.

 

O corpo de Érica Gabriela da Silva Costa, à época com 23 anos, foi encontrado seminu, 10 dias após crime, em meio a uma plantação de soja. As investigações chegaram ao pedreiro Willian Cruz, que confessou a autoria do assassinato. Porém, em juízo, ele alegou ter sido coagido e negou as afirmações feitas na delegacia.

 

De acordo com a Polícia Civil, Cruz manteve relações sexuais com a vítima e, em seguida a matou dentro do próprio carro porque teria sido agredido por ela com um facão que estava no banco de trás do veículo.

 

Em depoimento na delegacia, o pedreiro relatou que a vítima retornava para casa a pé, quando foi abordada por ele, que estava de carro e ofereceu carona para a moça. Durante o trajeto, o casal acabou se beijando, e segundo o acusado, Érica teria proposto a ele para que tivessem relação sexual. Cruz então teria ido até a entrada do bairro Matida, próximo a um dos trevos de acesso ao município, onde teria parado o carro, um Fiat 147, e dentro mantiveram relações.

 

Após o ato, ainda segundo o acusado, Érica – em estado de embriaguez ou de uso de entorpecente – teria pegado um facão que pertencia a ele, e que estava no banco de trás do veículo, e o golpeado. O pedreiro então se defendeu da agressão e revidou com um soco no maxilar da vítima, e em seguida continuou espancando a moça. Ao perceber que Érica estava morta, Cruz carregou o corpo dela até uma plantação de soja, onde o abandonou, e em seguida fugiu levando apenas um aparelho celular da vítima, encontrado pela polícia após sua prisão, jogado em uma mata.

 

Denúncia

 

O Ministério Público denunciou o pedreiro à Justiça pelos crimes de estupro, homicídio e ocultação de cadáver. As acusações, no entanto, foram impronunciadas pelo juízo da Comarca por ausência de provas. O MP recorreu da decisão junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que pronunciou o réu pelos crimes de homicídio e furto.

  

Defesa

 

De acordo com a defesa do pedreiro Willian Cruz, representada pelos advogados Thiago Batista Hernandes e Manoel Sanches Garcia Neto, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) pronunciou o réu pelos crimes de homicídio e furto em consequência da confissão extraoficial feita por ele na delegacia sem a presença de um advogado. “Não há provas para condenar o réu, razão pela qual defenderemos a negativa de autoria”, antecipou o advogado Thiago Batista Hernandes.

 

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