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Jornal Tribuna do Vale - 18/06/2018

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IBAITI

Bombeiros comunitários acusados de se apropriar de contrabando

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23 FEV 2018Por Da Redação21h42

Três bombeiros comunitários foram presos na tarde desta sexta-feira (23), em Ibaiti, acusados de se apropriarem de parte de uma carga de cigarros contrabandeados do Paraguai durante o combate a um incêndio no caminhão que fazia o transporte da mercadoria, na BR-153.

De acordo com o delegado Pedro Dini Neto, titular da 37ª Delegacia Regional de Polícia, os três servidores municipal cometeram crime de peculato (crime contra a Administração Pública), cuja pena é inafiançável e pode variar entre 2 e 14 anos de prisão.

Conforme o delegado, a carga contrabandeada foi colocada no caminhão de combate a incêndio pelos bombeiros comunitários, e depois transferida para o carro de um deles no quartel. O responsável pela unidade teria percebido algo de errado, e comunicou a polícia.

Ainda segundo Dini Neto, os acusados alegaram que a carga oferecia risco aos motoristas que passavam pelo local, e que por isso foi recolhida ao quartel quando a equipe retornou à cidade para reabastecer o reservatório de água do caminhão. Os três bombeiros comunitários estão presos na Cadeia Pública de Ibaiti à disposição da Justiça.

Suspensão

O comandante do Corpo de Bombeiros de Jacarezinho, capitão Angelino José de Siqueira, responsável pelo quartel dos Bombeiros Comunitários de Ibaiti, informou que os três servidores envolvidos no episódio foram suspensos das funções até o fim das investigações. O oficial disse, ainda, que a prefeitura também irá abrir sindicância para apurar os fatos.

Outro lado

O advogado dos três acusados, Pablo Henrique Rodrigues Blanco Acosta, disse que tudo não passou de um mal-entendido, e que será esclarecido no decorrer do processo. “A carga estava espalhada na rodovia atraindo a atenção de saqueadores, e colocando em risco a vida de outros motoristas que passavam pelo local. Os agentes precisavam reabastecer o caminhão e acharam prudente recolher o material contrabandeado, que por segurança foi guardado no carro de um deles dentro do quartel. Não há nada de errado nisso. Acontece que, eles sequer tiveram a oportunidade de concluir o registro da ocorrência, onde poderiam esclarecer como tudo de fato aconteceu”, justifica.

 

 

 

 

 

 

 

 

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