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Jornal Tribuna do Vale - 11/01/2018

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Churrasco na cadeia provoca revista nas celas

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03 JAN 2018Por Gladys Santoro22h13
Revista foi ordenada pela promotora substituta Nathalie FloroschFoto: Antônio de Picolli / Tribuna do Vale

A fotografia do churrasco dos presos da cadeia de Santo Antônio da Platina, divulgado nas redes sociais no dia 1º deste ano, em comemoração à Virada do Ano rendeu na tarde de ontem, 3, uma revista nas celas dos presidiários ordenada pela promotora substituta Nathalie Florosch em resposta ao clamor popular que a ação causou na população.A fiscalização foi feita por 17 homens da Polícia Militar (RPA e Rotam) comandados pelo tenente Robson Falk, comandante da 4ª Companhia de Santo Antônio da Platina e por agentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que a cidade mantém apenas dois e foi necessário pedir ajuda de outros profissionais de Ibaiti e de Jacarezinho.
Até por volta das 20 horas de ontem, a revista ainda não havia iniciado, fato que deve ter dificultado os trabalhos pela iluminação precária.
A notícia da revista se espalhou rapidamente e em poucos minutos a rua da delegacia, onde fica a carceragem, estava repleta de curiosos e familiares dos presos.
 A imagem do churrasco foi captada de um aparelho celular do tipo smatphone, o que revela a falta de segurança do presídio. Na foto também aparece uma churrasqueira elétrica.
No Paraná as penitenciárias e cadeias públicas são administradas pelo Departamento Penitenciário (Depen), órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária. Portanto, problemas como este ocorrido em Santo Antônio da Platina são de responsabilidade dos agentes penitenciários e não das polícias Civil e Militar.
Segundo o advogado Fernando Boberg, especialista em Direito Criminal, o fato dos presos realizarem um churrasco de confraternização pela passagem de ano não configura crime e é perfeitamente aceitável se autorizado pelo Depen ou autoridade policial. Já o uso de celular e a postagem nas redes sociais configura irregularidade passível de punição. Para a comunidade, a divulgação da imagem soou como uma ofensa pelo privilégio dos presos.

 

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