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Jornal Tribuna do Vale - 16/08/2018

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Ex-diretor-geral da Assembleia, Bibinho é condenado a 255 anos de prisão

Segundo o MP, os fatos envolvem 59 atos de lavagem de dinheiro reconhecidos, ocorridos de 2000 a 2010 e realizados por organização criminosa

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13 JUN 2018Por Bem Paraná - Ivan Santos21h37
Bibinho Foi acusado pelo MP de comandar um esquema de desvio de dinheiro do LegislativoFoto: Tribuna PR

A 4ª Vara Criminal de Curitiba condenou o ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa, Abib Mighel, o “Bibinho”, a 255 anos e seis meses de prisão e ao pagamento de multa de cerca de R$ 1,5 milhão, por lavagem de dinheiro. Bibinho – que está preso em Curitiba – foi acusado pelo Ministério Público de comandar um esquema de desvio de dinheiro do Legislativo, através da contratação de funcionários “fantasmas”, no caso que ficou conhecido como “Diários Secretos”, revelado por uma série de reportagens da Gazeta do Povo/RPC.

Segundo o MP, os fatos envolvem 59 atos de lavagem de dinheiro reconhecidos, ocorridos de 2000 a 2010 e realizados por organização criminosa comandada pelo ex-diretor. Dos 11 denunciados, outros sete foram condenados, dois foram absolvidos e um morreu durante o processo. As penas de todos os réus, somadas, passam de 637 anos.

Os oito condenados também estão proibidos de exercer cargo ou função pública. A sentença decretou ainda o ressarcimento dos prejuízos ao erário e a perda de bens do ex-diretor-geral, de suas empresas e de terceiros envolvidos nos fatos. Foi decretada a perda de 114 imóveis, 70 veículos, maquinários e valores em dinheiro. A maioria dos bens está registrada em nome do ex-diretor-geral, de familiares e de empresas criadas por ele. Cabe recurso da decisão.

Segundo o MP, entre 1997 e 2014, Bibinho comandou um esquema que teria desviado cerca de R$ 260 milhões da Assembleia, em valores atualizados, com a utilização de 97 “fantasmas”. De acordo com a investigação, o ex-diretor-geral, além de outros diretores já condenados, pagou para que algumas pessoas cedessem seus nomes para figurarem como funcionários. Outros nomes foram inseridos nas folhas de pagamento com o uso de documentos obtidos irregularmente, sem o conhecimento dos envolvidos.

Os salários desses funcionários fantasmas eram desviados pelo ex-diretor-geral, que transferia os valores para contas pessoais suas e de parentes e amigos, além de usá-los para pagamento de despesas e investimentos. Parte do dinheiro desviado era destinado à compra de propriedades rurais, cuja exploração gerava renda com aparência lícita apresentada para dissimular a origem do dinheiro desviado.

 

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