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Jornal Tribuna do Vale - 16/06/2018

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BOMBA-RELÓGIO

Polícia Civil frustra fuga na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina

Unidade abriga atualmente 144 homens e mulheres em espaço construído para 50 presos

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05 MAR 2018Por Da Redação com Assessoria19h47
Talhadeiras, maconha e aparelho celular apreendidos pela políciaFoto: Divulgação / Polícia Civil

A Polícia Civil frustrou na madrugada desta segunda-feira (5), nova fuga na Cadeia Pública de Santo Antônio da Platina. O investigador que atendia o plantão percebeu um barulho diferente no pátio e, ao observar as câmeras de segurança ele visualizou um homem, não identificado, arremessando duas talhadeiras, 280 gramas de maconha e um aparelho celular enrolados em um cobertor para o interior da unidade. Os objetos foram lançados na carceragem através do pátio da 44ª Ciretran.

Atualmente, 144 homens e mulheres dividem o espaço na cadeia de Santo Antônio da Platina construído para 50 presos. De acordo com a polícia, não há informações sobre o registro de número tão excessivo de presos, resultado de operações policiais constantes na cidade, principalmente nos últimos dias em consequência da onda de violência que assustou os moradores.

O delegado Tristão Borborema de Carvalho informou que já oficiou ao Depen (responsável pela unidade prisional) pela remoção de presos para penitenciárias. "Estamos com uma bomba-relógio prestes a estourar. Desta vez, o único policial civil evitou o plano de fuga, mas a remoção tem que ser feita com urgência, a começar pelos presos condenados" assinala o delegado.

A unidade conta atualmente com 35 presos definitivamente condenados que, de acordo com a Lei de Execução Penal, deveriam estar cumprindo pena em penitenciárias.  

Tristão de Carvalho salienta sobre o desvio de função dos investigadores de polícia, que poderiam estar elucidando crimes ao invés de fazer o monitoramento e escolta de presos. "Lamentamos que nossos policiais civis permaneçam na precária vigilância do prédio ao invés de intensificar as investigações de crimes" pondera o delegado.

REGIÃO

No dia 12 de fevereiro, 21 presos fugiram da Cadeia Pública de Ibaiti. De acordo com a Polícia Civil, três homens utilizaram uma marreta para quebrar a parede do solário da unidade, por onde os detentos ganharam as ruas. Para distrair os agentes carcerários e o investigador de plantão, um dos presidiários fingiu passar mal e solicitou atendimento médico. A Cadeia Pública de Ibaiti tem capacidade para 19 presos, mas abrigava 152 antes da fuga.

Já no dia 21 de fevereiro, quatro presos fugiram da Cadeia Pública de Cambará. Os presos também ganharam as ruas pelo solário aproveitando-se da movimentação em função do dia visita na unidade. A carceragem tem capacidade para 55 presos, mas antes da fuga 108 dividiam as celas.

SUPERLOTAÇÃO

A Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp-PR) informou que tem ciência do problema de superlotação nas carceragens das delegacias do Estado. Porém, lembrou que, desde 2011, o número de presos nestas cadeias foi reduzido de 14 mil para cerca de 9,5 mil.

Ainda de acordo com a Sesp, semanalmente, o Comitê de Transferência de Presos autoriza a transferência de detentos para o sistema prisional.

A solução, conforme a Sesp, seriam as 14 obras de construção e ampliação de unidades prisionais do Estado, que devem abrir cerca de sete mil novas vagas.

A previsão é de que até a metade deste ano estejam disponíveis mais de 2,4 mil vagas, e até o fim de 2018 todas as quase sete mil previstas.

 

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