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Jornal Tribuna do Vale - 19/11/2018

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Resíduo de asfalto na PR-092 provoca vários acidentes

Pedriscos retirados da pista em serviços de restauração realizados pelo DER são deixados em acostamento

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13 SET 2018Por Da Redação21h01
Resíduos de asfalto estão espalhados pelo acostamento em vários trechos da PR-092Foto: Hélio Galvão

No mínimo uma irresponsabilidade de quem deveria cuidar da segurança de quem trafega pela PR-092, no trecho entre Santo Antônio da Platina e Quatiguá, está causando vários acidentes e colocando em risco vidas humanas. A denúncia foi feita no início da noite de ontem (13) pelo sargento Ronipeterson Pati, do destacamento da Polícia Militar de Joaquim Távora, que informou estar recebendo reclamações de motoristas envolvidos em acidentes por conta da presença de pedra solta no acostamento da estrada.
Em vários pontos da rodovia, a empresa contratada pelo DER – Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, ao realizar restauração da pista de rolamento, retira a camada asfáltica danificada e, ao invés de levar o resíduo para um local seguro, espalha os pedriscos ao longo do acostamento.
Em alguns locais, segundo o sargento da PM, a camada de pedras chega a ter espessura de 10 centímetros. Um pequeno descuido do motorista, saída com uma roda da pista, causa a perda do controle do veículo, que acaba rodando no acostamento, com risco iminente de capotamento.
O próprio militar contou que quase perdeu três amigos no último fim de semana, que se acidentaram quando retornavam para Joaquim Távora. O carro em que as vítimas estavam rodou ao sair no acostamento. Por muito pouco o acidente não se converte numa tragédia.
A reportagem da Tribuna do Vale apurou pelo menos cinco acidentes entre Joaquim Távora e Quatiguá. Além deste caso envolvendo os três amigos do sargento Ronipeterson, teve outro acidente, sem vítimas, mas que causou a destruição de uma carreta.
A responsabilidade pelo problema, segundo as pessoas atingidas nos acidentes, é do DER, órgão estatal que contrata a empreiteira para realizar as obras de recuperação, mas não fiscaliza a destinação dos detritos resultantes da retirada da camada de asfalto. “Se o DER fiscalizasse a destinação desses resíduos, não teríamos esses problemas que colocam em risco vidas humanas”, critica o sargento da PM, que diz receber reclamações com frequência.
A reportagem entrou em contato com o escritório regional do DER, em Jacarezinho, mas o responsável pelo órgão Aurélio Fortes Neto, não foi encontrado e a pessoa que atendeu a ligação não informou seu celular.

 

 

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