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Jornal Tribuna do Vale - 21/06/2018

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Testemunha é presa em julgamento que condenou réu por tentativa de homicídio

Roberto Crescêncio cometeu crime de falso testemunho e deixou o Fórum algemado por decisão dos jurados

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06 MAR 2018Por Luiz Guilherme Bannwart19h14
Roberto Crescêncio no momento em que deixava o Fórum algemado pelo crime de falso testemunhoFoto: Luiz Guilherme Bannwart

Um homem foi preso na tarde desta terça-feira (6), pelo crime de falso testemunho, durante o julgamento que condenou o réu Valdemir Luiz de Almeida, o ‘Tim’, por tentativa de homicídio qualificado ocorrido em março de 2017, em Santo Antônio da Platina. O Conselho de Sentença reconheceu os argumentos do promotor de Justiça Hugo Napole Leone Cunha, e confirmou o pedido de prisão preventiva do Ministério Público Estadual (MP-PR) contra Roberto Crescêncio por ele mentir durante sua oitiva, no Tribunal do Júri, na tentativa de inocentar o réu.

De acordo com Ministério Público Estadual (MP-PR), no dia 25 de março de 2017, por volta das 21h44, em uma casa na rua Hercílio Custódio, no Jardim Murakami, Valdemir Luiz de Almeida, e um comparsa não identificado pelas investigações, de forma consciente e voluntária, influenciado por motivo torpe (problemas financeiros em razão do comércio de ‘kits’) efetuou disparos de arma de fogo contra Idevan Carlos de Souza, que acabou ferido nas costas por um dos tiros.

Ainda conforme o MP, o crime de homicídio só não foi consumado porque a vítima conseguiu fugir e se escondeu aos fundos da casa, até que policiais militares chegassem ao local. Souza foi socorrido, e revelou aos PMs que o autor dos disparos seria Valdemir Luiz de Almeida, o ‘Tim’, que acabou preso, pouco tempo depois, em frente à casa de sua mãe, no Jardim Altvater.

A defesa do réu, representada pela advogada Ingrid Olivetti Bagatin, alegou ausência de comprovação de autoria e pugnou pela desclassificação do delito.  

O Conselho de Sentença, no entanto, acatou a tese do Ministério Público pela condenação do réu. A pena de 14 anos e sete meses de prisão, incialmente em regime fechado, foi lida pelo juiz Júlio Cesar Michelucci Tanga, que determinou o recolhimento de Valdemir Luiz de Almeida, e da testemunha Roberto Crescêncio, à Cadeia Pública local. A defesa do réu informou que vai recorrer da sentença junto ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

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