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Jornal Tribuna do Vale - 19/06/2018

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Administração Zezão ‘joga fora’ R$ 280 mil de crianças e idosos

Por falta de projetos, dinheiro destinado ao município deixa de ser aplicado em programas sociais

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23 FEV 2018Por Da Redação21h12
Recursos desperdiçados poderiam ser aplicados na assistência aos idosos, por exemploFoto: Antônio de Pícoli

O município de Santo Antônio da Platina teve bloqueados em conta corrente da prefeitura a quantia de R$ 280.472,91 liberados pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e que deveriam ser aplicados em programas voltados a crianças e idosos. O bloqueio é irreversível e literalmente representa que a administração do prefeito José da Silva Coelho Neto o professor Zezão (PHS), jogou fora um dinheiro que poderia beneficiar a população mais carente do município.

Segundo informações do próprio MDS, os bloqueios de verbas federais destinas a investimentos em programas sociais nos municípios ocorrem a partir do momento em que as prefeituras deixem de aplicar os recursos por mais de 12 meses consecutivos. Este é o caso de Santo Antônio da Platina. De janeiro de 2017, quando assumiu a prefeitura, até janeiro de 2018, Zezão recebeu R$ 536.051,55, dos quais, aplicou R$ 255.578,64. A diferença, R$ 280.472,91, não foi aplicada por absoluta falta de projetos, conforme reconhece o próprio chefe do Departamento de Assistência Social, Cristiano Lauro.

Lauro é ainda mais franco quando explica que a perda é irreversível, ou seja, impossível de recuperar. Ele se defende ao denunciar que a razão do problema é a crônica falta de estrutura de seu departamento, que está engessado por uma lei municipal que limita em cinco profissionais para a condução das políticas sociais no município. Segundo ele, um novo projeto de lei está sendo elaborado e será enviando à Câmara de Vereadores visando ampliar o número de profissionais para atuar no setor.

Ele ressalta que o Município voltou a receber uma verba de R$ 130 mil, destinada a um programa de atenção especial ao adolescente em conflito com a lei. Outro projeto, de valor estimado entre R$ 500 mil a R$ 600 mil por ano, foi indeferido por falta de recursos orçamentários do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). “Vamos reapresentar este projeto agora”, esclarece.

Não tivesse desperdiçado uma verba tão significativa, o município poderia estar desenvolvendo programas de assistência social, como as escolinhas de futebol para crianças e adolescentes em situação de risco; contratação de profissional de educação física para ministrar atividades voltadas a idosos, incentivo ao artesanato para a terceira idade e aquisição de veículo para uso em ações sociais.

Críticas

Durante o primeiro ano da gestão do prefeito Zezão, um dos setores com desempenho mais negativo foi a área de saúde, embora de maneira geral a comunidade considere a gestão desastrosa do ponto de vista geral.

Na primeira sessão da Câmara de Vereadores, realizada na última segunda-feira este clima ficou evidente, com manifestações inflamadas de alguns membros da Casa.

O vereador José Jaime Mineiro (PSDB), por exemplo, fez questão de assinalar que evitou fazer críticas no primeiro ano de gestão, mas, decorrido esse período, não tem como manter silêncio diante de um quadro lamentável. “Tá na hora do professor Zezão começar a mostrar alguma coisa. A situação está cada dia mais insustentável”, desabafou, durante visita à redação da Tribuna do Vale, na última quarta-feira (21).

 

 

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