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Jornal Tribuna do Vale - 08/12/2017

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JAPIRA

Prefeito nega irregularidades e diz é que vítima de perseguição política

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04 DEZ 2017Por Gladys Santoro18h19

O prefeito de Japira, Walmir Wellington da Silva disse na manhã de segunda-feira, 05, à reportagem da Tribuna do Vale, que está sendo vítima de perseguição política e que já está juntando provas para sua defesa. Segundo ele, as mesmas provas servirão para mostrar que as irregularidades das quais está sendo acusado agora, na verdade, ocorreram na gestão passada.

O prefeito disse que está fazendo um levantamento de notas fiscais de aquisições feitas na sua gestão, e o uso dos materiais este ano, e na gestão passada. “No mesmo período, a gestão passada gastou o dobro em compras e não houve obras na cidade nos últimos quatro anos. Em compensação, onde você andar aqui verá que a cidade toda está em obras. Em um ano fizemos o que eles não fizeram em quatro”, afirmou.

O presidente da Câmara Municipal de Vereadores, Lauro Aparecido de Carvalho, que foi afastado para “não atrapalhar” as investigações disse à reportagem que os vereadores que hoje estão acusando o prefeito, fizeram parte da administração anterior. “Estamos fazendo uma documentação detalhada das duas gestões e além de nos defendermos ainda vamos provar que as irregularidades ocorreram na gestão passada”, afirmou dizendo que assim que os documentos estiverem prontos, serão apresentados na Câmara Municipal e também publicados na imprensa regional.

As denúncias contra o prefeito Walmir foram publicadas no Informe Policial, - site de Ibaiti – que cobre toda aquela região.

De acordo com o site, a Câmara Municipal instaurou duas CPIs para investigar compras supostamente irregulares  feitas pelo prefeito Walmir. Uma delas – a de portaria nº 07/2017 investiga a aquisição de materiais de construção no período de janeiro de 2017 a setembro de 2017. “Segundo o presidente da CPI, o vereador Thiago Augusto Mendes Abucarub, o prefeito adquiriu os materiais para serem usados em obras no município. Os pagamentos aos fornecedores foram efetuados com notas fiscais, porém os materiais não foram recebidos pelo secretário de Obras, Benedito Reimão”, diz o texto do Informe Policial, que esclarece que os materiais deveriam ter sido usados na reforma da Capela Mortuária do município, mas que vistorias realizadas no local concluíram  que foi realizada apenas a troca de alguns caibros e do forro.

“O secretario foi ouvido pela Comissão na semana passada e negou que tenha recebido os materiais. O secretário pediu exoneração do cargo no último dia 30”, afirma o site.

A outa CPI contra Walmir investiga a compra de pneus e peças de maquinário para o pátio de obras e medicamentos.

Perseguição – Para o prefeito Walmir Silva, tudo começou com um desentendimento com uma funcionária, que acabou sendo exonerada. “Ela ficou magoada e levou à Câmara sua versão dos fatos em relação às obras e materiais. O fato é que a administração anterior deixou rastros incontestáveis, inclusive no Portal da Transparência, de irregularidades. Toda essa documentação vai para as mãos da promotora de Justiça Coordenadora do Núcleo Regional de Trabalho de Proteção ao Patrimônio Público do Norte Pioneiro, Kele Cristiani Diogo Bahena. Estou tranquilo quanto a essas CPSs. A oposição é que deve ficar preocupada, porque vou provar as irregularidades deles por meio de documentos”, avisou.

O prefeito também admitiu que o secretário municipal de Obras pediu exoneração, mas por problemas de ordem pessoal. 

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