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Jornal Tribuna do Vale - 17/10/2018

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Saiba quais são os 157 deputados que não conseguiram se reeleger

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09 OUT 2018Por Rodrigo Zuquim11h54

Em sentido horário, os deputados Antonio Imbassahy, Leonardo Picciani, Ronaldo Nogueira, Osmar Serraglio, Lúcio Vieira Lima, Jovair Arantes, Nelson Marquezelli e Cristiane BrasilWilson Dias/Marcelo Camargo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Valter Campanato/José Cruz/Antônio Cruz/Agência BrasilWilson Dias/Marcelo Camargo/Fabio Rodrigues Pozzebom/Valter Campanato/José Cruz/Antônio Cruz/Agência Brasil

Do total de 400 deputados que tentaram renovar seus mandatos nas eleições deste ano, 157 não tiveram sucesso, segundo levantamento que considera apenas os deputados titulares ou efetivados – quando um suplente assume a vaga. Isso corresponde a 39,2% das candidaturas de deputados à reeleição.

O estado com o maior número de deputados não eleitos é São Paulo, com 21 representantes que deixarão a Câmara no final deste ano. Rio de Janeiro vem logo atrás, com 20 deputados que se despedem do mandato. Em Minas Gerais, 14 não se reelegeram. No Ceará, foram 11. No Paraná, 10.

Os partidos que menos reelegeram seus deputados foram o PSDB, o MDB e o PP, respectivamente com 22, 20 e 16 candidatos não reeleitos. O PT teve um bom desempenho, com uma taxa de sucesso de 78,4%. Dos 40 deputados petistas que tentaram se reeleger, apenas 11 não conseguiram.

Entre os deputados que buscaram sem sucesso renovar o mandato na eleição de domingo, destacam-se quatro ex-ministros do governo Michel Temer. Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Leonardo Picciani (Esporte), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e Osmar Serraglio (Justiça e Segurança Pública).

Outros que tentaram ficar por mais quatro anos na Câmara, mas não conseguiram, foram os deputados Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), Jovair Arantes (PTB-GO), Nelson Marquezelli (PTB-SP) e Cristiane Brasil (PTB-RJ). Esta última chegou a ser nomeada por Temer para o Ministério do Trabalho, mas não assumiu.

Páginas policiais

Lúcio se tornou réu em maio deste ano, denunciado por crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso conhecido como “bunker do Geddel”. No episódio, que ganhou repercussão mundial, a Polícia Federal descobriu que um apartamento atribuído ao ex-ministro em Salvador (BA) servia como estoque de dinheiro de origem desconhecida – à época da descoberta, como este site mostrou em setembro de 2017, a PF encontrou R$ 51 milhões em dinheiro vivo no local, a maior apreensão em toda a história brasileira.

Jovair, Cristiane e Marquezelli foram denunciados em agosto pela Procuradoria-Geral da República, acusados de integrar uma organização criminosa em investigação de irregularidades na concessão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho.

Sem o mandato de deputado, os políticos perdem o direito ao chamado foro privilegiado, em que autoridades são julgadas apenas pelo Supremo Tribunal Federal, e agora passam a responder judicialmente a instâncias inferiores.

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