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Jornal Tribuna do Vale - 12/04/2018

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POLÍTICA

Vereadores e prefeito de Conselheiro Mairinck também querem 13º salário

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20 OUT 2017Por Genesis Machado - de Conselheiro Mairinck19h43

A Câmara Municipal de Conselheiro Mairinck pretende discutir nos próximos dias a criação do 13º terceiro salário e abono de férias para os vereadores, o prefeito e vice-prefeito. A notícia foi dada pelo presidente do Legislativo, o vereador João Carlos de Andrade.

Entre os dias 4 e 6 de outubro, quatro vereadores de Conselheiro Mairinck participaram de um curso promovido pela Uvepar (União de Vereadores do Paraná), oportunidade em que o assunto foi debatido entre legisladores de vários municípios paranaenses. A reportagem ligou para ouvir o presidente da Câmara, para saber os benefícios dos três dias de curso que custou aos cofres do município R$ 3.600,00. Ou seja, cada vereador pegou 900,00 em diárias para viajar até Curitiba onde o curso foi ministrado. “O curso foi muito bom, principalmente para quem é vereador novo, de primeiro mandato, pois a gente ainda não tem muita noção do que é ser vereador”, disse o presidente.

Indagado sobre o que eles aprenderam para aplicar na função de vereador, João Carlos, disse que o curso teve objetivo de repassar informações sobre o funcionamento da Casa legislativa e um dos assuntos abordados foi à implantação do 13º dos vereadores, que será discutido nos próximos dias na Câmara de Vereadores, pois segundo ele, outros municípios já estão implantando, entre os quais, Jacarezinho.

O assunto vai repercutir na cidade e causar divergências dentro da própria Câmara, pois a população já esboça uma reação negativa ao projeto, pois o mesmo implicará em aumento dos gastos no Legislativo que já foi questionado no passado. Em 2015 os vereadores foram obrigados a reduzir os salários por conta de manifestações populares. A princípio foi aprovado o Projeto de Lei para baixar os subsídios, porém em 2016 a mesa diretora da Casa arquivou, e foi mantido o salário anterior (R$ 2.250.00).

A reportagem tentou levantar através do Portal de Transparência, o site oficial do Legislativo, para saber quanto os vereadores já gastaram esse ano com diárias, e informar onde e quando foram realizados os cursos, identifica se o dinheiro investido reverteu em benefícios à comunidade. Lamentavelmente isso não foi possível porque essas informações não constam no Portal, como determina a lei. As explicações justificar a sonegação dessas informações são as variadas, uma delas pela falta de funcionários específicos para realizar o trabalho; porque a população não tem ainda o hábito de acessar o site do legislativo, entre outras. O que os mandatários do Legislativo não explicam é que estão ferindo frontalmente os princípios da ampla divulgação das ações e dos gastos de dinheiro público.

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