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Jornal Tribuna do Vale - 13/11/2018

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PREVENÇÃO

Congressos discutem prevenção do HIV, Aids e hepatites virais

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28 SET 2017Por Da Agência Estadual de Notícias19h39
Palestrantes apontaram números, faixa etária mais atingida, e serviços oferecidosFoto: AEN

Curitiba é palco nesta semana de discussões sobre os avanços e desafios que são enfrentados nas infecções sexualmente transmissíveis (IST). A capital paranaense recebe o 11º Congresso de HIV/Aids e o 4º Congresso de Hepatites Virais (HepAids 2017). Os eventos, organizados pelo Ministério da Saúde, com apoio do Governo do Estado, têm como objetivo estimular o debate para gerar o desenvolvimento de estratégias de controle, tratamento e prevenção.

Cerca de 4 mil pessoas participam do evento, entre comunidade científica, sociedade civil, pessoas que vivem com HIV e hepatites virais, profissionais de saúde e gestores. Este ano, o tema do Congresso é a Prevenção Combinada: multiplicando escolhas. A estratégia reúne diferentes alternativas para o enfrentamento das questões relacionadas à HIV/Aids a fim de obter maior eficácia. O congresso segue até a sexta-feira (29).

“O Paraná tem sido pioneiro no tratamento de Aids e na aplicação de testes rápidos para detectar o vírus HIV. Nossa meta é diminuir ao máximo os números de casos e da transmissão vertical (de mãe para o filho durante a gestação) através de políticas públicas como o Mãe Paranaense”, salientou o diretor geral da Secretaria de Estado da Saúde, Sezifredo Paz.

Dados epidemiológicos e pesquisas de comportamento apontam que a juventude não tem feito uso da camisinha em todas as atividades sexuais – é nessa faixa etária que estão os maiores números de infecção pelo HIV/Aids.

No Paraná, HIV e Aids tomaram rumos diferentes com o decorrer do tempo. A partir de 2013 o Estado viu uma diminuição nos números de pessoas com Aids. Isso se deve, entre outros fatores, à liberação de tratamento com agentes retrovirais para qualquer portador do vírus. Em 2013 foram registrados 1677 novos casos, enquanto em 2016 foram diagnosticados 1202 casos.

“Na questão epidemiológica, vários desafios são propostos. No país, há cada vez mais pessoas iniciando o tratamento, o qual já é feito com drogas que causam baixos efeitos colaterais. Isso é fundamental para que estas pessoas passem a ter carga viral indetectável, ou seja, deixem de transmitir o vírus”, afirmou a diretora do Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, Adele Benzaken.

Já o número de pessoas com HIV vem aumentando nos últimos anos. Uma das explicações é a facilidade de acesso aos testes e a obrigatoriedade das notificações desde junho de 2014. No Paraná foram 1490 casos em 2013 e 2631 em 2016.

“Além das populações mais vulneráveis, o HIV hoje em dia se concentra muito entre adolescentes e jovens. Nos últimos dez anos, a taxa de detecção entre jovens triplicou, o que gera muita preocupação. É importante que existam cada vez mais estratégias para fortalecer as repostas nacionais, estaduais e municipais que gerem o enfrentamento desta doença”, enfatizou o especialista de HIV/Aids da UNICEF no Brasil, Caio Oliveira.

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