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Jornal Tribuna do Vale - 21/11/2017

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Emendas parlamentares podem viabilizar UPA ao Hospital do Câncer

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10 NOV 2017Por Da Redação19h37

O imóvel que foi construído na avenida Palma Rennó, em  Santo Antônio da Platina, para funcionar como Unidade de Pronto Atendimento – UPA – se tornou motivo de um impasse sem precedentes no município. O prefeito José da Silva Coelho Neto (PHS), garante que a cidade não tem como sustentar a unidade e a mantém fechada desde a conclusão da obra, em dezembro do ano passado. O prédio novo e desativado chamou a atenção do Hospital do Câncer de Londrina, que idealizou uma extensão de suas atividades em Santo Antônio da Platina, porém, como o imóvel foi construído com recursos da União, ele não pode ser cedido.  Na quarta-feira, 6, em uma reunião em Brasília, deputados federais e equipe do prefeito Zezão se reuniram no gabinete do ministro da Saúde Ricardo Barros em busca de soluções. Uma das sugestões levantadas no encontro pode a solução dos problemas. Os deputados federais sugeriram destinar emendas parlamentares para a prefeitura de Santo Antônio da Platina adquirir o prédio do governo federal e doá-lo ao Hospital do Câncer.

A ideia inicial partiu do deputado Alex Canziani, Segundo seu assessor, o ex-vereador platinense, Gil Martins, o ministro da Saúde sinalizou de forma positiva à ideia, e as negociações evoluíram bastante. “Haverá uma nova reunião nos próximos dias, e se tudo caminhar conforme o planejado o Hospital do Câncer (de Londrina) poderá abrir sua unidade em Santo Antônio da Platina já no início do próximo ano”, comentou o assessor.

UPA NÃO

Acompanhado por seu vice, Francisco Monteiro (PMN), o ‘Chico da Aramon’, seu secretário de Planejamento, Airton Sérgio Diniz, dos deputados federais Alex Canziani (PDT), Diego Garcia (PHS) e Reinhold Stephanes (PSD), Zezão foi enfático ao afirmar ao ministro que o município não tem condições de arcar com a manutenção da unidade, que custaria algo em torno de R$ 1 milhão por mês aos cofres da prefeitura. Esse valor tem sido contestado veementemente pelo ex-prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto, que era o administrador municipal quando o imóvel foi construído.

Porém, o deputado federal Alex Canziani comentou que as dificuldades citadas pelo Zezão são as mesmas de outros prefeitos. “Existe um aporte mensal do Ministério da Saúde na ordem de R$ 85 mil para a manutenção da UPA, e durante a reunião cogitou-se a possibilidade de se inaugurar parte da estrutura com apenas dois médicos para atender a população. A proposta, porém, é inviável, segundo o prefeito Zezão. Ele frisou que com as portas abertas a unidade é obrigada a atender os moradores do município e, consequentemente das cidades vizinhas, o que seria impossível com ela funcionando de forma parcial.

Comprar para doar

Contudo, para negociar a concessão do imóvel com o HCL o município teria que restituir o valor corrigido da obra à União, algo em torno de R$ 2,8 milhões à vista, o que também é inviável, segundo o prefeito Zezão. Esse valor teria que vir das emendas parlamentares sugeridas pelos deputados ao ministro da Saúde.

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