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Jornal Tribuna do Vale - 21/09/2018

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PRESOS NA CAVERNA

Missionária de Arapoti ajuda no resgate de meninos na Tailândia

Tati Araújo é missionária há seis anos em uma cidade perto da caverna; ela é professora de ingles

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11 JUL 2018Por R7/Folha Extra19h39
Tati Araújo, 36, anos, dá aulas de inglês para crianças tailandesasFoto: Facebook

Um drama que trouxe angustia, emoção e alívio ao mundo todo, contou com a participação ativa de uma missionária paranaense, mais precisamente da cidade de Arapoti. Tatiana Araújo, 36, uma missionária evangélica do Ministério Casa da Graça, que vive na Tailândia há seis anos, trabalhando como professora de inglês participou ativamente do resgate dos 12 meninos e do treinador deles que ficaram presos por 17 dias, sem água nem comida, na caverna Tham Luang,  na Tailândia (Asia), inundada por chuvas torrenciais. A história deles e a solidariedade da arapotiense foram contadas essa semana na TV Record e reproduzida por vários sites e jornais, inclusive da região, como a Folha Extra.

Tatiana mora a pouco mais de uma hora da caverna e ficou sabendo pela televisão, que as equipes precisavam de tradutores, já que havia socorristas do mundo todo no local, além da imprensa.  

Segundo a TV, foi a brasileira quem deu a notícia a dois militares americanos trabalhando na Tailândia que os 12 adolescentes e seu técnico de futebol — até então perdidos em um complexo de cavernas inundadas em Chiang Rai, no norte do país — haviam sido encontrados por socorristas no último dia 2 de julho.

 

“Nós recebemos uma mensagem de rádio falando que todos os garotos foram localizados com vida às 22h30 da noite naquela segunda-feira (12h30 no horário de Brasília) e eu comuniquei aos militares dos Estados Unidos, que prestavam serviços diretamente ao governo tailandês. Todos celebraram, foi muito emocionante”, relembra Tatiane em entrevista ao R7.

Trabalho voluntário

A brasileira mora na região há seis anos, trabalhou voluntariamente como tradutora do inglês para o tailandês (e vice-versa) durante a operação de busca e resgate que ganhou as manchetes internacionais nas últimas semanas. “Logo que os meninos desapareceram e a procura começou, as autoridades anunciaram na televisão que precisavam de tradutores do inglês, do chinês e do alemão para o tailandês. Eu me candidatei junto ao Ministério do Turismo tailandês e comecei a trabalhar no domingo, 1º de julho”, relata.

Tatiane comenta que, naquele domingo, dirigiu por cerca de 1h de sua casa até a entrada da caverna Tham Luang: “O momento mais emocionante foi quando cheguei, por volta das 19h. Havia todo um acampamento montado para auxiliar na operação. Eu não tinha acesso aos mergulhadores que entravam na caverna, mas ficava do lado de fora facilitando a comunicação com equipes de buscas internacionais e a mídia. Acabei conhecendo a família de um dos adolescentes que estava desaparecido e transmiti palavras de encorajamento para eles”.

De acordo com a brasileira, os parentes estavam bastante preocupados com a vida dos garotos naquele domingo, mas ainda tinham esperanças de que eles fossem localizados sãos e salvos porque as equipes não haviam encontrado nenhum corpo durante as buscas. O trabalho voluntário de Tatiane se estendeu até a noite do dia seguinte, pouco depois que o governador da província de Chiang Rai, Narongsak Osotthanakorn, anunciou em rede nacional de televisão que todos os 12 meninos com idades entre 11 e 16 anos e o técnico de futebol de 25 foram achados com vida.

Reprodução/Facebook

Em seu dia a dia, a brasileira natural de Arapoti, no Paraná, atua como professora de crianças e adolescentes em um internato em Chiang Rai. Esta foi a primeira vez que ela trabalhou como tradutora voluntária. “Estou muito feliz por ter estado lá na hora em que os meninos foram achados e por ter feito parte disso de alguma forma. Fico feliz por servir e ser útil”, comenta.

Mesmo depois de encerrar os serviços, ela continua acompanhando o caso de perto: nesta terça-feira (10), foi até a porta do hospital Chiang Rai Prachanukroh, onde todas as vítimas estão agora em isolamento. “Fui lá para celebrar e ver o 12º — e último — menino retirado da caverna e seu técnico de futebol chegando de ambulância", conta. "Eles entraram no hospital às 21h em ponto do horário na Tailândia (11h em Brasília). As ruas no entorno estavam bloqueadas, mas os vizinhos foram todos comemorar.”

Autoridades informaram nesta terça que o grupo deve permanecer pelo menos uma semana recebendo cuidados médicos. No Facebook, a Marinha tailandesa traduziu em um post o sentimento do mundo todo: “Não temos certeza se isso é milagre, ciência ou o quê, mas todos os Javalis Selvagens [nome do time de futebol a que pertencem os jovens] estão agora fora da caverna”.

 

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